UPA de Vicente de Carvalho deve ser desativada

A Prefeitura de Guarujá alega problemas estruturais e pressão da Vigilância Sanitária

Comentar
Compartilhar
22 DEZ 201321h34

Ainda não tem data definida, mas a Prefeitura de Guarujá deverá desativar, ainda na temporada de verão, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) São João, em Vicente de Carvalho, localizada na Avenida São João com São Miguel, responsável por cerca de 900 atendimentos diários. Na unidade permanecerão apenas alguns atendimentos de urgência e por tempo determinado.

Provisoriamente, será transferida a ala de pediatria para a UPA Pediátrica (anexa ao PAM da Rodoviária) e todas as internações serão remanejadas para o novo anexo UPA Matheus Santamaria. Ainda serão encaminhados, com base na classificação de risco, alguns pacientes para a UPA Boa Esperança.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a equipe de engenharia e vigilância sanitária está impondo restrições à edificação da UPA São João. O local apresenta graves problemas de infraestrutura predial, elétrica e encanação. No último dia 13, houve um incêndio causado por um ventilador, o que levou a secretaria a solicitar esse levantamento técnico com o máximo de urgência. O objetivo é garantir a segurança dos pacientes e dos funcionários.

Unidade realiza 900 atendimentos por dia (Foto: Divulgação)

A situação da UPA São João não é novidade. Recentemente, em reunião com a Secretaria de Saúde, a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Guarujá, Márcia Rute Daniel Augusto, já havia revelado que o prédio estaria condenado. “O caso é muito grave”, afirmava Márcia Rute, alertando que dois pacientes levaram choques elétricos, num dia de chuva forte, por conta de infiltração de água que, após passar por fios desencapados, caiu na cama onde eles estavam.

A sindicalista já previa problemas com a Vigilância Sanitária: “além da infiltração, as salas da unidade têm muito mofo, o que agrava algumas patologias. Se o serviço de Vigilância Sanitária visitasse o local, com certeza, terá de interditá-lo”, disse, completando que o prédio tem dois leitos interditados. Por falta de trabalhadores de limpeza, o pessoal de enfermagem, quando chove, tem que puxar a água. As enfermeiras e auxiliares cuidam constantemente da higienização.