União Europeia pretende reformular sua política para países vizinhos

Os líderes da União Europeia afirmaram que vão trabalhar em uma aproximação mais cuidadosa para os próximos meses

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04 MAR 201518h28

A União Europeia, fustigada pelos revezes políticos na Ucrânia e outras regiões do Leste Europeu, assim como o Oriente Médio e o norte da África, está revendo suas políticas com os países vizinhos.

Os líderes da União Europeia afirmaram que vão trabalhar em uma aproximação mais cuidadosa para os próximos meses, que reconheça as vastas diferenças entre os países, ao invés das demandas semelhantes para mudanças democráticas.

A abordagem "não pode ser condescendente, paternalista ou mesmo uma pregação", disse Johannes Hahn, comissário da União Europeia para a política de vizinhança. "Enquanto chegarmos com um discurso de pregação, acredito que não avançaremos nas discussões", acrescentou Federica Mogherini, chefe da política externa da União Europeia.

No leste europeu, uma possível abordagem é buscar mais acordos que não forcem países da antiga União Soviética a ter de escolher entre a Rússia e o Ocidente.

O objetivo da mudança é fazer com que a União Europeia mude sua posição de "julgamento" de seus vizinhos para "uma aproximação orientada para a cooperação entre iguais", comentou Mogherini.

As autoridades da UE, entretanto, foram enfáticas ao afirmar que a mudança não significa deixar de lado os direitos humanos e os valores democráticos. "Valores fundamentais não são negociáveis e sempre estarão em nossa agenda, mas as circunstâncias de cada país devem ser levadas em conta", disse Hahn.

A UE planeja discutir as mudanças propostas nos próximos meses. Ministros do exterior dos países do sul da organização irão se reunir em Barcelona, em abril.

Mogherini negou que a política em vigor da UE, que tentou a todo custo fechar um acordo com a Ucrânia, provocou a recente atitude agressiva da Rússia.

"Não se pode considerar de jeito nenhum que nossa parceria com os países do leste é conflituosa, pelo contrário, isso não pode ser usado como pretexto para violar leis internacionais", comentou.