Três cidades da Baixada Santista em estado de alerta contra dengue

Ministério da Saúde aponta que Guarujá, Peruíbe e São Vicente têm índice de larvas acima de 1%. Novo mapa da dengue mostra 157 municípios do País em situação de risco

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24 NOV 201323h10

De acordo com o Levantamento Rápido de Índice para Aedes Aegypti (LIRAa), divulgado pelo Ministério da Saúde na última semana, três cidades da Baixada estão em estado de alerta para a dengue: Guarujá, Peruíbe e São Vicente. É considerado alerta quando os imóveis pesquisados apresentam índice de larvas do mosquito entre 1% a 3,9%.

O índice de Guarujá, município da Região com maior número de focos de reprodução do mosquito transmissor da doença, é de 1,5%. Depois vem São Vicente com 1,3% e Peruíbe, 1,1%. Segundo o levantamento, nenhuma cidade da Baixada foi classificada em situação de risco.

Bertioga, Itanhaém, Praia Grande e Santos apontam índices satisfatórios de infestação do mosquito. Já Cubatão e Mongaguá não realizaram ou não enviaram a pesquisa ao Ministério.

O novo mapa da dengue mostra 157 municípios do País em situação de risco e outras 525 em estado de alerta. O levantamento, elaborado pelo Ministério em conjunto com estados e municípios, foi realizado entre 1º outubro e 8 de novembro em 1.315 cidades.

Para prevenir a doença, as cidades da Região trabalham e desenvolvem campanhas para que, durante a temporada,quando há maior índice, não haja epidemia.

Guarujá

A Diretoria em Vigilância Epidemiológica informa que de janeiro a outubro, foram registrados 1.707 casos de dengue, sendo três óbitos. Assim que terminou o ano epidemiológico — período de maior incidência da doença, medido de junho de um ano até junho do ano seguinte —, a equipe da Vigilância em Saúde elaborou um Plano de Ação de Combate à Dengue, focado em 2013/2014.

O plano estabelece as ações e metas dos trabalhos de combate ao mosquito transmissor da doença. É importante ressaltar que as medidas no Município não são concentradas só no período epidemiológico. A Cidade realiza ações o ano todo. A equipe da Secretaria de Saúde começou as ações preventivas para o próximo ciclo de combate à dengue em agosto. Uma sala de situação foi instalada e as ações semanais efetivadas para combater a proliferação do Aedes aegypti.

Cidades intensificam ações para reduzir número de casos durante o verão (Foto: Divulgação/PMI)

São Vicente

A Prefeitura da Cidade, por meio da Secretaria da Saúde, informa que está prevista a contratação de novos agentes para atuar no combate à dengue. As atividades casa a casa, pontos estratégicos e imóveis especiais serão intensificadas em toda a Cidade. Quando há registro de casos da doença, as equipes fazem o bloqueio para o controle de criadouros.

Também serão realizadas palestras educativas e distribuição de material informativo nas residências. Este ano, foram confirmados 2.995 casos, 19 com complicações e três óbitos.

Peruíbe

Segundo a supervisora de campo dos Agentes de Epidemias, Nathalia Duwe, 66% das casas já foram inspecionadas pelos agentes da Prefeitura, o que resulta em cerca de 24 mil residências. Peruíbe teve um caso confirmado de dengue clássica e trabalha para conscientizar a população, principalmente através das escolas municipais.

O cronograma de visita casa a casa foi intensificado e o foco no período de temporada é eliminar possíveis focos de dengue. Um mutirão será realizado no Caraguá nos dias 12 e 13— bairro é o mais populoso e com maior número de larvas por residências, aponta LIRAa.

Bertioga

A Cidade intensificou ações de prevenção, por conta do período crítico do verão, quando a proliferação do mosquito é mais suscetível e a incidência da doença aumenta. Equipes realizam monitoramento e eliminação dos focos do mosquito, reforçando as visitas casa a casa.

Conforme dados da Vigilância Epidemiológica, desde janeiro foram registrados 301 casos de dengue. De julho a novembro foi registrado um caso positivo (julho). Não há registro de dengue hemorrágica em 2012 e 2013. O índice de infestação do mosquito foi considerado satisfatório — 0,00% — menor de 1,0% do LIRAa.

Itanhaém

O índice foi 0,3%, considerado satisfatório de acordo com o levantamento. Além das visitas dos agentes às casas para orientação e vistoria de possíveis focos do mosquito, a Prefeitura segue realizando o projeto Bairro a Bairro, onde mutirões com vários serviços públicos são levados para os bairros da Cidade, de duas a três vezes por mês.

Entre eles está o Setor de Combate à Dengue, que também distribui panfletos e dá orientações. Uma campanha de conscientização sobre a doença também será veiculada nos carnês de IPTU de 2014. Está sendo planejada ainda uma ação voltada para as praias durante a temporada de verão.

Santos

Desde janeiro deste ano, já aconteceram 33 mutirões de equipes de controle de vetores, que percorreram mais de 100 mil imóveis comerciais e residenciais, e os três cemitérios municipais. Equipes atuam nas escolas da rede municipal e nas edições do Programa Viva Bairro alertando e informando a população sobre como evitar a doença.

Conforme calendário do Ministério da Saúde, em 1º de julho teve início o ano epidemiológico 2013/2014, que registrou até 15 de novembro 12 casos notificados de residentes em Santos. No período 2012/2013, 72 notificações foram registradas.

Mongaguá

A Prefeitura tem seis agentes da dengue, mas conta com 48 agentes comunitários de saúde, treinados pela SUCEN, para auxiliar nas ações de orientação e prevenção. O trabalho consiste em visitas aos domicílios, comércios, escolas, prédios públicos, etc., para verificar a existência de criadouros do mosquito e orientar os responsáveis.

Em 2012, Monguaguá teve 59 notificações e nove casos de dengue clássica, com o maior número deles em julho (cinco). Este ano, foram 448 notificações com 146 casos positivos. A maior incidência foi em abril, com 87 casos.

Cubatão

A Secretaria de Saúde planejou ações de combate à dengue baseadas no índice de infestação detectado nos bairros. Os núcleos com os maiores índices de infestação são Vila Esperança, Vila Nova, Vila dos Pescadores, Jardim Nova República, Jardim Casqueiro e Ilha Caraguatá. Nessas áreas serão intensificados os mutirões de limpeza para eliminação de criadouros e atividades educativas nas escolas.

De outubro de 2012 a outubro de 2013 (período considerado ‘ano dengue’) foram registrados 5.674 casos. Mensalmente a cidade investe cerca de R$ 360 mil em ações de combate à doença. Desse montante, o Município arca com aproximadamente 65%. O restante é procedente de repasses do Governo Federal.

Praia Grande

Segundo a Secretaria de Saúde Pública (Sesap), medidas preventivas e de combate a criadouros ocorrerão durante todo o ano. Os trabalhos são desenvolvidos pela Divisão de Controle de Zoonoses do Município. O índice de larvas foi considerado satisfatório na Cidade.

“O índice é feito com mostras dos bairros. Através dele determinamos ações de combate específicas, segundo a necessidade de cada região, como mutirões e controle mecânico e químico de criadouros”, explicou a chefe do setor de Zoonoses, Maria Fernanda Gonçalves.