‘Tem para trocar?’ Febre das figurinhas transforma litoral de SP em gigantesco ponto de troca

Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, a tradição ganhou força na Baixada Santista e no litoral de São Paulo, transformando shoppings, praças, parques e até lojas de conveniência em vibrantes pontos de encontro para colecionadores

A troca não é mais apenas uma diversão, mas uma estratégia econômica vital para milhares de colecionadores

A cena se repete de quatro em quatro anos: uma lista dobrada no bolso, dezenas de figurinhas repetidas na mão e uma pergunta que atravessa gerações: “Tem para trocar?”.

Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, a tradição ganhou força na Baixada Santista e no litoral de São Paulo, transformando shoppings, praças, parques e até lojas de conveniência em vibrantes pontos de encontro para colecionadores.

E em Santos, o amor pela troca de figurinhas não é novidade. Registros históricos mostram que mesmo na década de 1950, o movimento em torno dos álbuns já parava espaços públicos na cidade.

Décadas depois, a tradição continua e se torna ainda mais importante por uma razão simples: o custo de completar um álbum é muito mais alto.

A edição da Copa do Mundo deste ano chegou muito maior.

Com 980 figurinhas, 68 cromos especiais e 112 páginas, este é o maior álbum da história do torneio.

Um pacote custa R$ 7 e tem sete figurinhas, e comprar apenas pacotes pode, dependendo da sorte e do número de duplicatas, custar mais de R$ 7.000 para a coleção completa.

Santos lidera a movimentação de trocas

Como resultado, a troca não é mais apenas uma diversão, mas uma estratégia econômica vital para milhares de colecionadores. Santos lidera o movimento de trocas.

Vários espaços organizados e informais começaram a atrair fãs, crianças e colecionadores veteranos na área. Em Santos, o principal ponto oficial é o Miramar Shopping.

O local é agora a única zona comercial autorizada pela Panini na Baixada Santista, onde realizam vendas de pacotes, kits especiais e mesas exclusivas para troca de cromos.

No Praiamar Shopping, também há um grande movimento, que criou um local especial para colecionadores e atividades para a competição.

Outro endereço tradicional é em torno da Praça da Independência, no Gonzaga, onde as trocas ocorrem espontaneamente e apresentam todo tipo de pessoas, de crianças a veteranos.

O mesmo acontece no Parque Roberto Mário Santini, que os locais consideram o Emissário Submarino, um lugar que se transforma em seu próprio verdadeiro mercado informal de figurinhas em anos de Copa do Mundo.

Até mesmo redes de lojas de conveniência abraçaram a tendência, e algumas unidades da Oxxo em Santos assumiram ser os pontos de encontro oficiais nos fins de semana. Toda a costa na onda das figurinhas.

Litoral inteiro na onda dos cromos

Em Bertioga, o Riviera Shopping também incentiva encontros livres de sexta a domingo.

Em Praia Grande, o Litoral Plaza Shopping reúne colecionadores locais, especialmente nos fins de semana, enquanto em São Sebastião, o Serramar Shopping abriu áreas livres exclusivamente para trocas.

Além dos grandes centros comerciais, escolas de idiomas, bancas de jornal tradicionais e até espaços culturais estão abrindo zonas específicas para promover encontros e confraternizações com fãs.

Álbum maior para uma Copa histórica

Várias coisas sugerem que a Copa do Mundo de 2026 também entrará para a história.

O torneio, pela primeira vez, deve receber 48 equipes participantes, com 104 partidas disputadas simultaneamente nos Estados Unidos, Canadá e México.

A abertura será em 11 de junho no Estádio Azteca, na Cidade do México, e a grande final em 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

A seleção brasileira estreia no torneio em 13 de junho, e até lá, milhares de colecionadores correm contra o tempo para completar suas coleções.

Afinal, para muitos fãs, há um objetivo quase tão importante quanto conquistar o sexto campeonato no álbum: não deixar nenhuma caixa em branco no álbum.