Em clima de Copa do Mundo, os 350 estudantes da AMEI Maria de Lourdes Batista, localizada no Parque São Vicente, colocaram em prática o ensinamento de que a união faz a força.
Em vez de cada aluno montar sozinho o próprio álbum de figurinhas de futebol, a unidade de ensino apostou em uma iniciativa comunitária, incentivando a colaboração, o compartilhamento e o trabalho em equipe diário.
A expectativa de todos é conseguir completar toda a coleção até o dia da estreia da seleção brasileira no torneio.
Aprendizado interdisciplina
A proposta criativa partiu da coordenadora pedagógica Andreza Simões, que desmontou dois exemplares do livro ilustrado e fixou as páginas diretamente nas paredes do pátio da escola.
A partir dessa ideia, o material se transformou em um grande painel interativo e coletivo, permitindo que todos os alunos e funcionários possam acompanhar diariamente a evolução do preenchimento dos quadros.
A coordenadora detalhou que, além de proporcionar diversão, a equipe trabalha conteúdos pedagógicos de forma totalmente interdisciplinar, abordando números, nomes de diferentes países, cores e estimando a leitura por meio das trocas de figurinhas e da identificação dos cromos repetidos.
Ela completou afirmando que todas as atividades foram desenvolvidas em alinhamento com a Base Municipal Curricular de São Vicente, unindo o aprendizado teórico com a inclusão e a participação coletiva na prática.
Acessibilidade financeira e união entre os alunos
Na prática, a iniciativa já conquistou todas as crianças da escola de tempo integral, movimentando o espaço com intensas trocas de cromos, conversas animadas sobre os jogadores e uma grande torcida para o preenchimento total das páginas.
Para o estudante Enzo Leandro Benito Santos, de 11 anos, a colaboração entre os colegas faz toda a diferença na brincadeira.
O jovem explicou que é muito mais fácil completar a coleção dessa maneira, já que todo mundo se ajuda e foca no trabalho em equipe.
Além disso, o aluno destacou o caráter social da proposta, lembrando que muitas famílias não têm dinheiro suficiente para comprar os pacotinhos, o que torna a ação fundamental para a inclusão.
Mateus, de 10 anos, concorda plenamente que o formato coletivo torna o passatempo mais acessível para todos os colegas.
Ele comentou que, caso cada um fosse montar uma coleção individual completa de forma rápida, o gasto final poderia facilmente ultrapassar a marca de mil reais.
Por fim, a estudante Alice Maria da Silva, também de 10 anos, fez questão de reforçar que o futebol e as figurinhas são atividades voltadas tanto para os meninos quanto para as meninas.
Apaixonada por esportes, ela aprovou o projeto e comentou que a escola criou uma estrutura excelente para a diversão de todos, alertando apenas que os colegas precisam ter o cuidado de não rasgar o material, visto que o painel representa o esforço coletivo de muitos e se tornou um bem valioso para toda a comunidade escolar.



