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Cotidiano

Sabesp retira 3 mil toneladas de lixo do esgoto da Baixada Santista

Resíduos como bitucas de cigarro, absorventes, preservativos, restos de comida, embalagens plásticas e areia ficam retidos em grades e peneiras do sistema de esgoto

Técnicos trabalham para desentupir e limpar as instalações de esgoto da Baixada Santista / Divulgação

De janeiro até agosto deste ano, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) retirou 3,1 mil toneladas de lixo, entre os mais variados materiais, durante os serviços rotineiros realizados para limpeza das peneiras e gradeamentos existentes nas 326 unidades de bombeamento e nas 18 estações para tratamentos dos esgotos da Baixada Santista. Em 2020, no total, ficaram retidas 4,5 mil toneladas de resíduos sólidos.

Os técnicos trabalham para desentupir e limpar as instalações, utilizando caminhões para sugar a vácuo os esgotos, a fim de evitar extravasamentos nos sistemas de esgotamento sanitário.

Transtornos causados por detritos e areia

Entre os materiais encontrados nas redes coletoras e nas estações elevatórias (para bombeamento) e de tratamento de esgoto, os principais responsáveis por obstruções das tubulações são resíduos como cabelo, bitucas de cigarro, fio dental, absorventes, preservativos, restos de comida, embalagens plásticas e pedaços de pano, descartados irregularmente pelo vaso sanitário ou pelo ralo da pia.

Segundo a Sabesp, essa prática entope a rede, por isso, antes de lavar a louça, limpar os restos de comida e fazer o descarte no lixo é importante.

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O mesmo vale para o descarte de óleo de cozinha. O produto endurece nas tubulações e nele grudam os outros resíduos que também não deveriam estar lá. Com o tempo, o óleo de fritura provoca um entope totalmente na rede coletora e, com isso, o esgoto volta para dentro de casa. O correto é guardar o óleo usado em garrafas PET e entregá-lo para reciclagem – o líquido pode ser transformado em biocombustível, sabão ou massa de vidraceiro, por exemplo.

Já a areia, prejudica o sistema quando carreada junto à água de chuva para os sistemas da Sabesp em decorrência de ligações irregulares de águas pluviais. Para manter a operação do sistema de esgotamento sanitário normalizado, a empresa atua junto às administrações municipais para buscar a qualidade dos atendimentos prestados.

Conforme a Sabesp, uma forma de evitar o entupimento das redes e o refluxo dos esgotos seria o escoamento correto de ralos e calhas nas galerias de águas pluviais. A saída pluvial reúne a chuva e a água de lavagem que escoa por calhas e ralos. Já a rede de esgoto recebe resíduos do vaso sanitário, chuveiro, pias e tanque.

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