O próximo passo será a instalação de aduelas de concreto na extremidade do canal, na altura da Rua Albert Schweitzer / Divulgação/PMS
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A Prefeitura de Santos já concluiu cerca de 70 metros de canal na Rua Augusto Scaraboto (Alemoa), sentido Santos, para captar as águas do Córrego do Sapateiro e melhorar o sistema de drenagem nas imediações do Viaduto Paulo Bonavides.
O próximo passo será a instalação de aduelas de concreto na extremidade do canal, na altura da Rua Albert Schweitzer, além de bocas de lobo para escoamento das águas pluviais. Essas estruturas serão conectadas ao canal, assegurando maior eficiência na drenagem da via.
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Atualmente, os trabalhos se concentram na área próxima ao acesso à empresa Stolthaven, do lado oposto à Rua Aurélio Batista Félix.
O local também receberá um segundo canal, construído do outro lado da pista, reforçando ainda mais o sistema de escoamento de águas da região.
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A Rua Augusto Scaraboto é uma via estratégica para o tráfego pesado, por onde circulam diariamente cerca de 14 mil caminhões com cargas que representam 30% da produção nacional destinada ao embarque via Porto de Santos.
Segundo Guilherme Wingerter, técnico da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), o fundo do canal foi escavado a 1,5 metro de profundidade e preenchido com rachão, camada composta por pedras de diferentes tamanhos que confere estabilidade e resistência à base.
Sobre essa base, foi montado um gabião, uma estrutura metálica em forma de caixa, preenchida com pedras, que já cobre 140 m². Esse sistema permite conduzir a água de forma controlada, reduzindo o risco de erosão do solo.
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Wingerter destaca que, nesta fase, o canal também atuará como um “piscinão”: a maior parte da água das chuvas será absorvida pelo solo, enquanto o restante seguirá pelas tubulações instaladas.
O projeto da Prefeitura será complementado por intervenções da Autoridade Portuária de Santos (APS), responsáveis por melhorias em áreas sob sua gestão.
O objetivo do projeto é melhorar o tráfego na entrada e saída da Alemoa e no acesso ao porto, que ainda não conta com ligação rodoviária direta.
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Para o secretário da Seinfra, Fabrício Cardoso, a readequação do sistema viário da Rua Augusto Scaraboto e do entorno do viaduto vai reduzir os conflitos nos cruzamentos.
“Essas obras vão trazer mais fluidez ao tráfego de entrada e saída da Alemoa Industrial”, afirma Cardoso.
Ele ressalta, no entanto, que essa intervenção não substitui a construção de um acesso direto ao porto — proposta que está sendo discutida entre a Prefeitura, o Governo do Estado, a APS, a Ecovias, a AMA e outras entidades.
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Sob responsabilidade da TMK Engenharia S.A., vencedora da licitação pública, as obras começaram em abril e têm prazo contratual até outubro. O projeto inclui intervenções na Augusto Scaraboto e nos acessos ao Viaduto Paulo Bonavides.
Recapeamento asfáltico em 9.784,84 m²
Pavimento rígido de concreto em 3.052,50 m² (especialmente nas curvas e acessos aos terminais)
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Regularização e compactação de 3.260,37 m² de pista
Construção de 3.173,80 m² de calçadas no padrão Calçadas para Todos
Piso podotátil em 25,50 m² para acessibilidade
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Instalação de bocas de lobo, bocas de leão e postos de visita nivelados
34 luminárias LED com vida útil de 50 mil horas
Ajardinamento em 9.207,23 m², com aplicação de grama esmeralda
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Sinalização viária em alumínio composto
Alambrado de 1.080 m² sob o viaduto com tela de aço galvanizado
Gradil eletrosoldado de 75 m² no final do viaduto, para segurança dos pedestres
A obra é uma antiga demanda dos trabalhadores da região e representa um investimento total de R$ 13.980.000,00, sendo R$ 10.651.467,72 provenientes do Governo do Estado e o restante de contrapartida municipal.
A viabilização do projeto é fruto de uma reunião ocorrida em setembro de 2023 entre o prefeito Rogério Santos, o governador Tarcísio de Freitas, lideranças do Sindicam-Santos, representantes da categoria e membros do Governo do Estado, no Palácio dos Bandeirantes.
Antes do início das obras, houve encontros entre a TMK Engenharia, CET, APS, Guarda Portuária, representantes da AMA e do Sindicam-Santos, para definição do plano de ação.
O projeto foi baseado em uma proposta financiada pelas empresas do retroporto que integram a Associação de Melhoramentos da Alemoa (AMA), com foco em melhorar o fluxo viário na região do viaduto.