Revestimento da segunda caixa-preta do Airbus A320 não tinha gravador de dados

A primeira caixa-preta, que foi encontrada danificada, está sendo analisada em Paris pelo organismo de investigação aérea

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25 MAR 201516h22

O presidente francês, François Hollande, anunciou hoje (25) que foi encontrado o revestimento da segunda caixa-preta do avião Airbus A320 que caiu ontem (24) nos Alpes, mas estava sem o gravador de dados, que continua a ser procurado.

Numa intervenção conjunta com os chefes de governo da Espanha, Mariano Rajoy, e da Alemanha, Angela Merkel, Hollande prometeu que “tudo se esclarecerá e se saberá sobre as circunstâncias do acidente” em que morreram as 150 pessoas, “de 15 países”, que seguiam no voo entre Barcelona e Dusseldorf.

A primeira caixa-preta, que foi encontrada danificada, está sendo analisada em Paris pelo organismo de investigação aérea (BEA) e ainda hoje poderão ser conhecidos os primeiros resultados do exame.

Hollande pediu paciência, porque a análise “será difícil”, e garantiu que os efetivos enviados para o local do acidente prosseguirão as buscas pela segunda caixa-preta. “Precisamos entender o que aconteceu, devemos isso às famílias e aos países afetados. A França mobilizou meios importantes para a investigação, para que possamos saber tudo. Infelizmente, temos alguma experiência”, acrescentou o presidente francês.

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O revestimento da segunda caixa-preta do Airbus A320 não tinha gravador de dados (Foto: Associated Press)

Para Hollande, a mobilização da população local e dos serviços públicos, como a polícia e os bombeiros, foi “uma demonstração de solidariedade e de grande eficiência, apesar de, infelizmente, não ter havido possibilidade de encontrar sobreviventes”.

O presidente francês disse que as operações permitiram tornar o local seguro e intervir numa zona de difícil acesso. As equipes de trabalho fizeram o possível para conservar os corpos e os pedaços do avião para que a investigação dê resultados, e também para possibilitar o acesso das famílias das vítimas ao local, acrescentou.

Antes de emitir a declaração, Hollande, Rajoy e Merkel visitaram o local onde os corpos foram colocados, na aldeia de Seyne-les-Alpes, região do acidente.