Rebouças completa dez anos de uso e nenhuma manutenção

Cenário do complexo esportivo, na Ponta da Praia, em Santos, é de desgaste e descaso desde sua inauguração

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05 JAN 201421h34

O Rebouças oferece lazer e diversão para a população santista desde 2003. O problema é que, com tanto tempo de uso, o complexo esportivo nunca passou por manutenção, segundo o secretário de Esportes de Santos, Alcidio Mello.

Bancos descascados, assim como as paredes das quadras poliesportivas; a piscina de natação com pouca água e muita sujeira, banheiros com azulejos e portas quebradas, ralos enferrujados e, além disso, a grama que preenche todo o espaço arborizado do complexo visivelmente sem poda há algum tempo. Esse foi o cenário que a Reportagem do Diário do Litoral encontrou quando esteve no local para averiguar as condições do complexo.

O primeiro sinal da falta de manutenção é encontrado em uma das piscinas que compõem o complexo esportivo. O equipamento disponibilizado para natação estava trancado, o que impossibilitou a Reportagem de entrar. Mas através das grades foi possível registrar as condições do espaço: com pouca água, a piscina acumulava folhas de árvores, sujeira e limo no piso. O chão ao redor do equipamento estava quebrado.

Ao lado da piscina, as quadras poliesportivas também aparentavam a ausência de serviços de manutenção. As paredes descascadas atestavam a pintura ultrapassada. O piso de madeira, para a prática de modalidades como basquete e futebol, está visivelmente desgastado e apresenta alguns buracos.

“É um ótimo espaço para esportes, mas precisa de conservação. A população também tem que colaborar, mas a prefeitura tem que arcar com a manutenção constante”, disse a aposentada Sueli Simões à Reportagem, enquanto acompanhava seu neto e um amigo, que jogavam futebol em uma das três quadras do complexo.

Com pouca água, piscina se encontrava suja e com o piso quebrado no entorno (Foto: Matheus Tagé/DL)

Os vestiários das quadras, tanto o feminino como o masculino, já mostram a falta de manutenção logo na entrada. As portas dos banheiros estão quebradas, assim como os azulejos do chão e dos bancos. Nos boxes, ralos enferrujados.

O complexo arborizado estava rodeado por grama alta, outro sinal de falta de manutenção.

Aberto à população de segunda a sexta, das 7h às 22h, sábado e domingos e feriados das 8h às 18h, o Rebouças atende mensalmente cerca de 5.000 pessoas nas aulas e 18.500 nas demais atividades, segundo a Prefeitura de Santos.

Revitalização

O Rebouças deve passar por reforma a partir do primeiro semestre de 2014, segundo o secretário Alcidio Mello. Em entrevista para o Diário do Litoral ele reconheceu que o complexo está em más condições e que nunca passou por manutenção antes. “O complexo inteiro está com problemas”, disse o chefe da pasta.

Mello afirma que logo no início do próximo ano a Prefeitura lança licitação para providenciar a reforma do Rebouças. “Acredito que até maio o complexo já esteja em reforma”, afirma o secretário, que não sabe ainda informar quanto deve ser gasto. Segundo ele, o projeto está sendo elaborado e depois será levantado o orçamento.

Entre as mudanças que serão realizadas, o secretário conta que a primeira delas será na piscina de natação. De 25 metros de extensão, ela deve passar para 50 metros, medida padrão estabelecida pela Federação Internacional de Natação. Melo explica que a Prefeitura já pensa em sediar delegações de natação para as Olimpíadas de 2016.

Além disso, todas as quadras serão reformadas, inclusive a do ginásio, e mais dois vestiários serão construídos.

Para a população idosa, uma quadra de bocha e outra de malha também serão construídas, segundo projeto da Secretaria Municipal de Esportes.