Reativação da Escola Acácio de Paula Leite Sampaio, em Santos, é descartada

Vereadora Audrey Kleys e Kenny Mendes vão tentar obter orçamento do Estado para reativar o imóvel até 2020

Ao que tudo indica, o estado de abandono da Escola Estadual Acácio de Paula Leite Sampaio – localizada na Rua Sete de Setembro, 11, na Vila Nova, em Santos – que virou denúncia no Ministério Público Estadual (MPE) e tema de debate, na Câmara de Santos, deve permanecer por um bom tempo.

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Segundo a vereadora Audrey Kleys (Progressistas), responsável pela audiência sobre a questão, o representante do Centro Paula Souza informou que está prevista a ampliação de vagas para escolas técnicas da região, mas que não será na Acácio por falta de recursos.

“Não aceitamos a resposta e insistiremos na reativação do prédio. Uma das propostas sugeridas foi a instalação de uma escola técnica de artes no local.

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O deputado estadual Kenny Mendes (Progressistas), que também é membro da Comissão de Ciência e Tecnologia na Assembleia, vai levar a proposta ao governo do Estado e solicitar orçamento para 2020″, informou Audrey, por sua assessoria.

Segundo a vereadora, existe a proposta de levar cursos técnicos para escolas em bairros mais distantes como o Jardim São Manoel.

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A Acácio é tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos. Ela foi repassada da Prefeitura ao Estado em 2013. Havia a expectativa da instalação de uma escola técnica desde 2017.

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“Desde o início do mandato cobro a reativação desta escola tão importante para a educação da nossa região”, completa a parlamentar, que promete continuar lutando por uma destinação melhor ao imóvel.

Audrey lembra de um investimento de R$ 8 milhões para as obras de restauração e adequação do prédio e a licitação deveria acontecer no primeiro semestre do ano passado, com prazo de entrega para 2020. “Infelizmente, as cobranças não foram atendidas”, finaliza.

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MP

Vale lembrar que uma denúncia foi feita pelo munícipe Osman Saraiva de Andrade Filho, que pede a instauração de inquérito civil para investigar a situação. Para Osman de Andrade, é público e notório em o estado de abandono na qual se encontra o imóvel, importante unidade de ensino e de relevância histórica, inaugurada em 1967.

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“Quem passa pelo local pode constatar o estado deprimente da antiga escola, com vidraças quebradas, mato alto, fezes e muito lixo na sua entrada principal, uma verdadeira cena de tristeza, principalmente para professores e alunos que por ali passaram”, afirma o munícipe, que é ex-aluno.

Segundo o munícipe, a deterioração progressiva está causando prejuízo patrimonial e ao erário, sendo necessária uma utilidade específica para a unidade.