O penteado usado pelo atacante Erling Haaland durante a Copa do Mundo voltou a chamar atenção nas redes sociais. Conhecido por prender os cabelos em um rabo de cavalo bem esticado, o jogador da Noruega virou alvo de comentários de internautas que questionam se o hábito pode aumentar o risco de calvície.
A dúvida faz sentido, mas a resposta depende da causa da queda de cabelo. Embora prender os fios com muita força e frequência possa provocar um tipo específico de perda capilar, isso não significa que o penteado cause a calvície genética.
Penteados apertados podem provocar alopecia por tração
Manter o cabelo preso pode desencadear a chamada alopecia por tração. A condição ocorre quando a tensão constante exercida sobre os fios danifica os folículos capilares, estrutura responsável pelo nascimento dos cabelos.
O problema costuma estar associado a penteados como rabos de cavalo muito apertados, coques, tranças e extensões que permanecem sob tração por longos períodos.
Quando identificada nas fases iniciais, a alopecia por tração costuma ser reversível. Porém, se a agressão aos folículos continuar por anos, pode ocorrer cicatrização permanente da região, tornando a perda dos fios definitiva.
Quais são os primeiros sinais?
Os sintomas geralmente aparecem de forma gradual e podem incluir dor ou sensibilidade no couro cabeludo após prender o cabelo; vermelhidão na região.
Outros sinais são a quebra frequente dos fios, além de o afinamento progressivo próximo à testa e às têmporas, áreas que sofrem maior tensão. Ao notar os sinais, a recomendação é reduzir o uso de penteados muito apertados e procurar avaliação médica.
Alopecia por tração é diferente da calvície genética
Apesar de ambas provocarem queda de cabelo, a alopecia por tração e a alopecia androgenética, conhecida como calvície genética, têm origens completamente diferentes.
A calvície hereditária está relacionada à predisposição genética e à sensibilidade dos folículos ao hormônio DHT, derivado da testosterona. Nestas pessoas, os fios passam por um processo gradual de miniaturização, tornando-se cada vez mais finos, curtos e menos visíveis.
Além disso, a herança genética não depende apenas do lado materno da família. O risco resulta da combinação de diferentes genes herdados tanto da mãe quanto do pai.
Mitos e verdades sobre a queda de cabelo
Diversas crenças populares continuam cercando a calvície, mas nem todas têm respaldo científico. Raspar a cabeça não acelera a queda dos cabelos, lavar os fios diariamente também não provoca calvície e o uso de bonés não faz os cabelos caírem de forma definitiva.
Da mesma forma, não existe evidência de que shampoos antiqueda impeçam a calvície genética ou que determinados alimentos sejam capazes de evitar a perda hereditária dos fios.






