Prefeitura e ministério minimizam impacto da greve em obras das Olimpíadas

"Faz parte do processo de negociação. Nenhuma obra da Olimpíada vai atrasar por causa de alguns dias parados", disse o prefeito, contando que a paralisação não vai se prolongar

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20 MAI 201517h58

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse hoje (20) que a greve dos operários que trabalham em obras para os Jogos Olímpicos 2016 não prejudicará os prazos de entrega das instalações. A paralisação começou há dois dias, e os trabalhadores pedem aumento salarial de 8,5% e cesta básica de R$ 350. As empresas oferecem aumento de 7,3% e cesta básica de R$ 332.

"Faz parte do processo de negociação. Nenhuma obra da Olimpíada vai atrasar por causa de alguns dias parados", disse o prefeito, contando que a paralisação não vai se prolongar. “Não podemos cercear os direitos, inclusive dos empregados.”

Mais cedo, o ministro do Esporte, George Hilton, fez uma declaração semelhante: “A gente respeita muito os direitos dos trabalhadores de fazerem essas manifestações, mas a gente entende que haverá uma solução plausível e isso não compromete as obras.”

As empresas oferecem aumento de 7,3% e cesta básica de R$ 332 (Foto: Fernando Frazão/Agencia Brasil)

Ao comentar o caso do homem assassinado a facadas na Lagoa Rodrigo de Freitas, o prefeito do Rio disse que a segurança na cidade não é uma preocupação apenas para as Olimpíadas. A Lagoa será local de competição de remo e canoagem durante os jogos.

"O tema da segurança pública é uma preocupação de nós, cariocas. A preocupação não é com as Olimpíadas", disse, lembrando que, ontem, um adolescente de 13 anos foi morto por uma bala perdida na Ilha do Governador. “A Lagoa chama mais atenção, mas uma criança de 13 anos morreu vítima de bala perdida no Morro do Dendê”, completou.