Prefeitura de São Vicente reduz entrada de lixo no Sambaiatuba

Codesavi diz que medida é em respeito aos moradores. Somente no mês de agosto foram coletadas 7.220 toneladas de lixo domiciliar

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03 SET 201411h07

A Prefeitura de São Vicente diminuiu ontem por 72 horas o envio de resíduos volumosos (entulho) para a área de transbordo do Parque Ambiental Sambaiatuba. Alegando ‘respeito aos moradores daquela região’, a Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi), responsável pela limpeza pública do Município, disse que a medida tem o objetivo de evitar que o “espaço volte a se encontrar na mesma situação degradante encontrada pela atual gestão”. A coleta de lixo domiciliar não sofreu alterações, segundo a Administração Municipal.

Nas redes sociais, durante todo o dia, moradores compartilharam fotos de lixo espalhado por vários pontos da Cidade. Na praia do Itararé, restos de coco verde, galhos de árvores e resíduos provenientes do fim de semana estão amontoados próximo ao calçadão.

Segundo a Codesavi, somente no mês de agosto foram coletadas 7.220 toneladas de lixo domiciliar, mais 3.364 toneladas de resíduos diversos provenientes do serviço de varrição, raspação, cata-treco e remoção de volumosos. No entanto, a companhia afirma que, por problemas operacionais, apenas 8.815 toneladas foram encaminhadas ao aterro sanitário.

Coleta de lixo domiciliar não sofreu alterações, segundo a Administração Municipal (Foto: Matheus Tagé/DL)

Há 15 dias, o Diário do Litoral encaminhou pedido de resposta à Prefeitura referente à situação do Parque Ambiental Sambaiatuba. A solicitação se deu devido à grande quantidade de material depositado no local. A ‘montanha’ de detritos, que pode ser vista a quilômetros de distância, remete às cenas de quando a área abrigava o antigo lixão. A lei que institui o Plano Nacional de Gerenciamento de Resíduos Sólidos proíbe o lançamento de lixo e entulho a céu aberto.

Questionada sobre os riscos ambientais e à população que mora no entorno, a Codesavi informou que o pátio de transbordo do Sambaiatuba opera dentro da normalidade, e está devidamente licenciado pelos órgãos competentes, inclusive pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Básico e de Defesa do Meio Ambiente (Cetesb).

A Codesavi explicou ainda que a ‘montanha’ de lixo trata-se de material que se acumulou em razão de deficiências na operação em anos anteriores pela empresa Termaq, cujos danos e responsabilidades são objetos de Ação Civil Pública promovida pela Prefeitura de São Vicente. Segundo a Codesavi, a Administração Municipal realizou licitação específica para a retirada do excedente acumulado, estimado em 70 mil toneladas. O local recebe uma média de 243,46 toneladas de lixo por dia. O material do transbordo é encaminhado para o aterro Sítio das Neves, em Santos.

Apesar das imagens mostrarem o contrário, e a Prefeitura ter diminuído a entrada de material no Sambaiatuba, a Cetesb informou que  todos os resíduos excedentes foram retirados, e que o transbordo voltou a funcionar com a retirada dos resíduos gerados no mesmo dia.