Prefeitura de Guarujá apresenta hoje proposta salarial

Aprovada em 25 de fevereiro, a pauta registra ainda aumento do auxílio alimentação de R$ 480 para R$ 550 e incorporação aos salários do abono de R$ 200, conquistado em 2014

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08 ABR 201512h08

Após duas horas de negociação em 27 de março, a Prefeitura de Guarujá ficou de apresentar, nesta quarta-feira (8), sua contraproposta para renovação do acordo coletivo de trabalho do funcionalismo, segundo o Sindicato dos Funcionários Públicos da Prefeitura Municipal de Guarujá.

Com data-base em abril, a categoria reivindica correção salarial de 12,14%, correspondente à soma do índice inflacionário de 12 meses previsto para abril, de 7,14%, mais 5% de reparação de perdas anteriores.

Aprovada em 25 de fevereiro, a pauta registra ainda aumento do auxílio alimentação de R$ 480 para R$ 550 e incorporação aos salários do abono de R$ 200, conquistado em 2014.
Os servidores querem também a elevação do salário família e do salário consorte de R$ 20 para R$ 40. Esses dois últimos benefícios não são reajustados há décadas.

Em 27 de março, a negociação da Prefeitura com os sindicatos dos servidores (Sindserv) e dos professores (Siproem) terminou como começou: sem contraproposta. 

A maior parte do tempo foi ocupada pelo secretário municipal de Finanças, Armando Luiz Palmieri, que falou sobre dificuldades da Prefeitura para atender as reivindicações dos trabalhadores.

 Márcia Rute diz que categoria não aceita proposta inferior (Foto: Divulgação)

8 e 9 de abril

Ao final, pressionados pelos sindicalistas e integrantes das comissões de base das duas entidades, Palmieri e o secretário de Administração, Juliano Oliveira de Souza, concordaram em apresentar uma contraproposta às reivindicações econômicas da categoria em 8 de abril.

Os sindicalistas decidiram que, nessa data, nem sentarão para conversas sobre a contraproposta, preferindo simplesmente pegá-la, por meio de protocolo, e apresentá-la em assembleias já marcadas para 9 de abril, que cai na segunda quinta-feira do mês.

Durante a reunião, o secretário de Finanças alegou “período incerto em nível nacional, que respinga nos municípios”, e “reflexos da crise econômica no Guarujá”. Palmieri ponderou que “o momento é difícil, pois a Prefeitura não tem segurança sobre o que acontecerá no decorrer do ano”.

Márcia Rute, por sua vez, expôs que os sindicatos “ficam em situação difícil. Como vamos falar para 104 categorias, que somam mais de 6 mil servidores, que nem a reposição inflacionária a Prefeitura se compromete a conceder? Queremos uma definição imediata”.

A sindicalista lembrou que as demais cidades da Região concederam correção salarial além de 7%: “Santos, por exemplo, chegou a 8%, sendo 6,5% de reposição inflacionária, mais 1,5% de aumento real. Será que apenas o Guarujá está em crise? Não é possível. Não aceitamos”.