Prefeitura aguarda comunicação oficial da Sabesp sobre reparos em vias públicas

Na última sexta-feira, o prefeito declarou que deixou de pagar as contas para pressionar a Sabesp a tomar providências em relação aos buracos

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14 MAR 201322h43

A Prefeitura de Praia Grande só voltará a pagar as contas de água do Município quando for informada oficialmente pela  Sabesp sobre a continuidade do convênio para a pavimentação das vias públicas que, de acordo com o prefeito Alberto Mourão, apresentam 298 buracos. Na última sexta-feira, o prefeito declarou que deixou de pagar as contas para pressionar a Sabesp a tomar providências em relação aos buracos, provocados por infiltrações das redes de água ou esgoto e por reparos não concluídos pela empresa.

A Sabesp informou que iniciará ainda este mês o processo de licitação para a execução das obras de remanejamento da rede coletora de esgotos dos bairros Boqueirão e Guilhermina - onde foi constatado o maior número de buracos - e dará continuidade ao convênio com a Prefeitura para a repavimentação das ruas.

Contudo, a assessoria de imprensa do Governo municipal informou que o prefeito Alberto Mourão foi informado sobre as ações da Sabesp, mas não foi notificado oficialmente, pelo superintendente regional da empresa, na Baixada Santista, Paulo Roberto Queiroz, durante reunião realizada na última quarta-feira, no gabinete do prefeito.

Conforme divulgou a Prefeitura, os buracos foram contados por meio de levantamento fotográfico feito pela Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb) e enviado à Sabesp, juntamente com um relatório contendo nome das ruas e números dos ofícios solicitando autorização da empresa para executar os reparos, conforme o acordo anterior.

Em 2003, a Prefeitura firmou convênio para providenciar reparos em 180 pontos com problemas. Os custos seriam abatidos das contas de consumo de água do Município. os trabalhos só poderiam ser feitos mediante autorização da empresa.

O relatório estima que, para reparar os 298 pontos levantados, a Administração gastaria em torno de R$ 4 milhões. O prefeito espera que a Sabesp firme convênio nesse valor, o que permitiria novamente o abatimento nas contas de água e esgoto. Já a substituição de toda a rede coletora de esgotos dos bairros Boqueirão e Guilhermina por tubos de PVC tem um custo previsto de R$ 32 milhões.