Prefeito de Ilhabela destaca início da produção do campo de Sapinhoá no pré-sal da Bacia de Santos

Segundo a estatal, Sapinhoá é um dos maiores campos de petróleo do Brasil.

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09 JAN 201307h31

O prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci, comentou nesta terça-feira (8) o anúncio feito pela Petrobras na última segunda (7/1) sobre o início da produção comercial do campo de Sapinhoá, no pré-sal da bacia de Santos.

“Os atrasos dos cronogramas adiaram o início da operação e esperamos que agora em 2013 e 2014 resulte em uma grande produção, pois o Brasil necessita”, destacou Colucci, um dos fundadores da Amprogás (Associação dos Municípios Produtores de Gás Natural, Petróleo, Possuidores de Gasodutos, Oleodutos, Área de Tancagem e Estação de Bombeamento do Estado de São Paulo). Ilhabela é o único município na zona de produção do Campo de Sapinhoá (antigo campo Guará).

Segundo a estatal, Sapinhoá é um dos maiores campos de petróleo do Brasil, com volume recuperável total estimado em 2,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). O primeiro poço interligado à plataforma Cidade de São Paulo, o 1-SPS-55, tem potencial de produção superior a 25 mil barris de óleo por dia, mas sua extração ficará restrita a cerca de 15 mil barris/dia a até que sejam concluídas as ações de comissionamento dos sistemas para processamento e reinjeção do gás natural, com duração prevista de 90 dias. O óleo produzido tem média densidade, de 30 graus API, e deverá ser escoado por meio de navios aliviadores.

O escoamento da parcela do gás não utilizado para reinjeção no campo será feito pelo gasoduto Sapinhoá-Lula-Mexilhão até a Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), localizada em Caraguatatuba.

De acordo com a Petrobras, a previsão é que o pico de produção, de 120 mil barris de óleo diários, seja atingido no primeiro semestre de 2014. Outros 10 poços (cinco produtores e cinco injetores) serão interligados à plataforma ao longo dos próximos meses.

O Plano de Desenvolvimento do campo de Sapinhoá prevê, ainda, uma segunda plataforma, o FPSO “Cidade de Ilhabela”, cujo casco está em fase de conversão, com capacidade para 150 mil barris por dia de óleo e 6 milhões de m3/dia de gás. A previsão é que entre em operação no segundo semestre de 2014. “A gente se sente honrado por estar neste pequeno rol de municípios produtores, assim como ver Ilhabela denominar um dos navios-plataforma”, salientou Colucci.

A Petrobras é a operadora do bloco onde está localizado o campo de Sapinhoá, com 45 por cento de participação, em parceria com a BG, que detém 30%, e a Repsol Sinopec, dona dos 25% restantes.