Cotidiano
Esse problema de engenharia ocorre porque grande parte da área urbana foi construída sobre antigos manguezais aterrados, o que resulta em um terreno argiloso
A primeira alternativa é a construção de uma nova base sob o edifício / Renan Louzada/DL
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Especialistas apontam quatro soluções possíveis para os prédios inclinados da cidade de Santos. Esse problema de engenharia ocorre porque grande parte da área urbana foi construída sobre antigos manguezais aterrados, o que resulta em um terreno argiloso, encharcado e pouco resistente, incapaz de suportar adequadamente o peso de grandes estruturas.
Vale ressaltar que a inclinação dos edifícios na cidade começou por volta da década de 1970, com o edifício Excelsior. Na esquina das avenidas Bartolomeu de Gusmão com Siqueira Campos. Na época, a inclinação chegou a 1,20 metro, o que evidenciou ao mundo o problema do solo composto por argila e areia.
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Apesar da vista para as famosas muretas, o solo santista próximo à praia tem areia e argila como fator para a inclinação de prédios/ Nair BuenoA primeira solução possível é através da estabilização da inclinação por meio de estacas. Esse método não utiliza macacos hidráulicos.
A segunda alternativa consiste em construir uma estrutura por baixo do prédio. Assim, será possível transferir a carga para estacas escavadas. Após isso, macacos hidráulicos são utilizados para reaprumar o edifício.
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A terceira opção utiliza blocos de construção para sustentar o peso, também transferido com o auxílio de equipamentos hidráulicos.
A última medida é evitar que o prédio se incline ainda mais, travando seu movimento.
Na última década, Santos já registrou um exemplo bem-sucedido de reaprumo. No caso do Bloco A, que apresentava 2,2 graus de inclinação, foi construída uma nova estrutura sob o edifício. Já no Bloco B, foram adicionadas estacas à sua base.
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Na ocasião, nenhum morador precisou deixar o apartamento durante a execução das obras.
A Prefeitura e a Associação dos Condomínios dos Prédios Inclinados (ACOPI) uniram forças em um desafio de engenharia para encontrar uma solução milionária para esse problema histórico.
No fim de março, uma reunião com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) discutiu alternativas para viabilizar as intervenções. A principal proposta foi a criação de uma nova linha de financiamento voltada ao reaprumo dos edifícios.
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Atualmente, Santos possui 319 prédios inclinados, sendo 65 localizados na orla. Segundo a administração municipal, o custo estimado varia entre R$ 7 milhões e R$ 10 milhões por edifício.
Edifício Agulhas Negras, na Avenida Washington Luiz, 556;
Edifício Ajax, na Rua Alexandre Martins, 2, na Aparecida;
Edifício América, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 73, no Embaré;
Edifício Antares, na Avenida Presidente Wilson, 61, o Gonzaga;
Edifício Arpége, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 11, no Boqueirão;
Edifício Atlante, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 36, no Embaré;
Edifício Bahamas, na Avenida Presidente Wilson, 18/20, no Gonzaga;
Edifício Bélgica, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 13, no Boqueirão;
Edifício Belmar, na Avenida Vicente de Carvalho, 36, no Boqueirão;
Edifício Bermudas, na Avenida Presidente Wilson, 98/99, na Pompéia;
Edifício Brasília, na Avenida Vicente de Carvalho, 4, no Boqueirão;
Edifício Bruxelas, na Avenida Presidente Wilson, 39, no Gonzaga;
Edifício Castor, na Avenida Bernardino de Campos, 671, no Gonzaga;
Edifício Caviúna, na Avenida Siqueira Campos, 678, no Boqueirão;
Edifício Cidades Paulistas (bloco b), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 75, na Aparecida;
Edifício Conde do Mar, na Rua Oswaldo Cochrane, 2 4, 6 e 10, no Embaré;
Edifício Cristóvão Colombo, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 6, no Boqueirão;
Edifício Embaré, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 33, no Embaré;
Edifício Enseada, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 180, na Ponta da Praia;
Edifício Estuário, na Rua Imperatriz Leopoldina, 7, na Ponta da Praia;
Edifício Excelsior (bloco a), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 22, no Boqueirão;
Edifício Excelsior (bloco b), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 22, no Boqueirão;
Edifício Flamingos, na Avenida Vicente de Carvalho, 59, no Gonzaga;
Edifício Flórida, na Avenida Bernardino de Campos, 658/666, no Gonzaga;
Edifício Gaivota, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 55, no Embaré;
Edifício Glória, na Avenida Vicente de Carvalho, 19, no Boqueirão;
Edifício Guaiamu, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 130, na Aparecida;
Edifício Hawaii, na Rua Robert Sandall, 52, na Ponta da Praia;
Edifício Igaratá, na Avenida Vicente de Carvalho, no Boqueirão;
Edifício Ilha do Sul, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 88, na Aparecida;
Edifício Iris, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 60, no Embaré;
Edifício Itaipu, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 122, na Aparecida;
Edifício Itália, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 13, no Boqueirão;
Edifício Itapeva, na Rua Alamir Martins, 5, no Gonzaga;
Edifício La Salle, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 12, no Boqueirão;
Edifício Lucy, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 34, no Embaré;
Edifício Maembi, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 65, no Embaré;
Edifício Mar Azul, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 51/53, no Embaré;
Edifício Maranil, na Rua Oswaldo Cochrane, 11, no Embaré;
Edifício Paulistânia, na Avenida Vicente de Carvalho, 45/46, no Boqueirão;
Edifício Puerto Cristo, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 97, na Aparecida;
Edifício Ricardo, na Rua Dona Anália Franco, 7 na Aparecida;
Edifício Rio Brilhante, na Avenida Epitácio Pessoa, 550, na Aparecida;
Edifício Rodes (bloco 1), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 62, no Embaré;
Edifício Roland Garros, na Rua Particular Lélia, 93, na Aparecida;
Edifício Saint George, na Rua Jorge Tibiriçá, 50, no Gonzaga;
Edifício Saint Honoré, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 95, na Aparecida;
Edifício Salamanca, na Avenida Siqueira Campos, 672, no Embaré;
Edifício Samira, na Rua Sampaio Moreira, 7, no Embaré;
Edifício Santa Fé, na Rua Vicente de Carvalho, 57, no Gonzaga;
Edifício Santa Helena, 71/72, no Gonzaga;
Edifício Santa Therezinha (bloco a), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 43, no Embaré;
Edifício Santo Antônio, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 24, no Embaré;
Edifício Santo Ignácio (bloco a), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 49, no Embaré;
Edifício São Domingos (ala b), na Avenida Conselheiro Nébias, 863, no Boqueirão;
Edifício São Joaquim (bloco c), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 49, no Embaré;
Edifício Taiuva, na Avenida Conselheiro Nébias, 850, no Boqueirão;
Edifício Tapaju, na Rua Nascimento, 11, no Embaré;
Edifício Tertúlia (bloco a), na Avenida Vicente de Carvalho, 79, no Gonzaga;
Edifício Tessalônica, na Rua Dona Anália Franco, 19, na Aparecida;
Edifício Tutto Bello (bloco a), na Avenida Bartolomeu de Gusmão 41, no Embaré;
Edifício Vera Lúcia, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 29, no Embaré;
Edifício Windsor, na Rua Alamir Martins, 31, no Gonzaga;
Edifício Lírio/Orquídea/Azaléia (bloco a), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 84, na Aparecida;
Edifício Tulipa/Gardênia/Dália, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 85, na Aparecida.