Por sonho de representar Brasil mundo afora, bailarina faz campanha na web

Com apenas 13 anos, Samyra planeja embarcar para Tampa, nos Estados Unidos, onde fará parte do YAGP

A paixão de Samyra pela dança se iniciou logo nos primeiros anos de vida

A paixão de Samyra pela dança se iniciou logo nos primeiros anos de vida | Nair Bueno / Diário do Litoral

Quanto custa um sonho? Em cifras, essa é uma resposta impossível de ser concedida, mas em esforço é bem mais simples: todo o suor possível. É com muito estudo, treino e campanha que a bailarina Samyra Guimarães, de apenas 13 anos de idade, junto de sua mãe, vem se organizando para poder representar o Brasil em Tampa, nos Estados Unidos, onde participará do Youth America Grand Prix (YAGP).

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A paixão de Samyra pela dança se iniciou logo nos primeiros anos de vida e, conforme ela foi amadurecendo, esse sentimento se tornou em amor incondicional pelo balé, sempre com o apoio e suporte da mãe.

“Com um ano e meio, mais ou menos, ou dois anos, eu já comecei o balé na escolinha mesmo e uma professora me chamou para vir para uma academia de dança, que é a ‘Engenharia da Dança’, que eu tô aqui há oito anos. Eu cheguei aqui, fiz uma aula de ‘baby’ e as professoras viram que eu já podia ir evoluindo mais alguns anos. Eu estava no ‘baby’ e já estava indo pro ‘pré’. Então eu comecei a pegar muito gosto pelo balé e é isso, desde aquela época o balé é a minha vida”, afirma Samyra.

A entrada no meio artístico acabou abrindo um leque de opções para Samyra, a qual passou a se profissionalizar em múltiplas atividades.

“O meu primeiro espetáculo foi em 2015, que foi o ‘Natal Espetacular’ aqui na ‘Engenharia da Dança’ e além do balé eu faço outras modalidades também. Eu faço balé, jazz, street, contemporâneo e eu amo, é muito legal essa energia de show. É muito bom porque além do balé também tem essa parte da interpretação e agora eu também comecei a cantar. Esse ano foi um desafio pra mim porque foi o primeiro espetáculo em que a gente cantou e cantei uma música com mais três meninas enquanto eu interpretava um personagem”, explica.

Rapidamente, a bailarina começou a impressionar não apenas seus professores, mas também a admiradores do estilo de dança de todos os cantos do planeta e Samyra começou a dar os primeiros passos em sua carreira internacional com o apoio e direção de Letícia Gazal e ensaios sob supervisão de Lais Caldas.

“É uma responsabilidade bem grande, mas essa responsabilidade está dando, pra mim, uma motivação muito grande para treinar cada vez mais para esses festivais fora do país que eu estou muito animada. Eu também já representei o país em Berlim, já conhecia Berlim, que vai ser agora em fevereiro, mas a gente não conseguiu ir por conta do dinheiro, mas o próximo festival fora do país é em Tampa, que é o YAGP, um dos maiores festivais, que dão bolsa, e esse festival é muito importante, é um sonho pra toda bailarina”.

Para que esse sonho não seja interrompido por motivos financeiros, Samyra e sua mãe, Iralu Guimarães, iniciaram uma campanha, com direito até a rifa de bicicleta, por meio das redes sociais para arrecadar cifras a fim de custear os gastos da bailarina na viagem até os Estados Unidos.

“Eu estou arrecadando dinheiro, pelo Instagram mesmo, onde estou pedindo pras pessoas. A gente faz excursão, a gente já foi pro Magic City há pouco tempo fomos pro Hopi Hari e está sendo muito divertido e está me ajudando. Também fazemos pedágio, a vaquinha, que a gente está fazendo online, também tem a rifa que é de uma bicicleta e eu também tô vendendo brigadeiro em bares aqui de Santos e São Vicente”, conclui Samyra.

Para quem quiser ajudar, é possível entrar em contato com Samyra e sua mãe por meio do Instagram, no perfil @samy_bailarina e o Pix das duas, por onde é possível realizar uma contribuição é o (13) 9-9700-2396.