Mais de um ano após a interdição da Ponte do Rio Casqueiro, importante ligação entre Santos e Cubatão, moradores da região ainda convivem com transtornos causados pelo aumento do tráfego em bairros residenciais. Além disso, há transtornos causados pela falta de uma previsão para a reabertura da estrutura.
Embora as obras de recuperação estejam em andamento, o prazo para a conclusão da etapa emergencial está previsto apenas para novembro deste ano.
Enquanto isso, quem mora nas proximidades ou precisa passar pelo local relatam dificuldades diárias provocadas pelo fluxo intenso de veículos que buscam rotas alternativas.
Segundo o presidente da Associação de Moradores do Jardim Piratininga, Diego Silveira, a comunidade tem cobrado respostas dos órgãos responsáveis desde o início da interdição.
“Por meio da nossa solicitação, a deputada estadual Solange Freitas esteve ciente da situação e juntos fomos até a Ecovias para cobrar informações sobre a ponte. A obra está em andamento, mas não tem previsão de conclusão”, afirmou.
De acordo com ele, os problemas de trânsito continuam afetando o bairro, especialmente nos horários de pico.

“A CET tem colocado agentes para impedir que veículos utilizem o bairro como rota de fuga, principalmente entre 17h e 19h30. Mas isso não acontece todos os dias. Quando os agentes vão embora, o problema volta a ocorrer”, explicou.
Os integrantes divulgaram a novidade em seus perfis oficiais e anunciaram apresentações para celebrar os 50 anos do grupo.
“As ruas do bairro são pequenas. Muitos caminhões não conseguem manobrar adequadamente e acabam causando acidentes e danos à infraestrutura local”, relatou.
CET mantém bloqueios em horários de maior movimento
Procurada pela reportagem, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos) informou que realiza diariamente bloqueios seletivos no Jardim Piratininga durante o período de maior intensidade do trânsito, entre 17h e 19h.
Segundo o órgão, apenas ônibus urbanos, veículos de moradores e prestadores de serviço podem acessar o bairro durante a operação.
A CET informou ainda que a medida busca impedir que motoristas com destino à rodovia utilizem as vias internas do Piratininga como desvio. Além disso, informou que o bloqueio é comunicado ao aplicativo Waze para evitar o direcionamento dos condutores para a região.

Obras seguem sem previsão de reabertura da ponte
A Ecovias Imigrantes informou que executa, desde o final de maio, as obras de recuperação da Ponte do Rio Casqueiro. A ponte está localizada entre os quilômetros 58,7 e 59 da Rodovia Caminho do Mar (SP-148).
Segundo a concessionária, os trabalhos ocorrem por solicitação da ARTESP em um trecho que pertence ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP). Entretanto, esse trecho não integra o contrato de concessão da empresa.
Atualmente, as equipes atuam na recuperação emergencial dos apoios da estrutura e no reforço das fundações da ponte. Esta etapa é considerada essencial para garantir a estabilidade da construção e evitar o agravamento dos problemas estruturais. A previsão é que essa fase seja concluída até o final de novembro de 2026.
Após a finalização dos serviços emergenciais, os órgãos responsáveis ainda deverão avaliar a necessidade de novas intervenções para adequar a estrutura às normas atuais de segurança e mobilidade. Essas intervenções incluem a separação dos fluxos de veículos, pedestres e ciclistas.
Expectativa é de novas melhorias na estrutura
Morador da Vila dos Pescadores e vereador de Cubatão, Edson Mota afirma que a população aguardava há meses o início das obras.
Segundo ele, uma das razões para a demora foi a necessidade de remanejamento de postes da rede elétrica próximos à ponte.
“A intervenção da CPFL era necessária para que as obras pudessem começar. Esse trabalho já foi realizado e agora a recuperação dos pilares de sustentação está em andamento”, explicou.
O vereador informou que a expectativa é de que essa primeira etapa seja concluída até dezembro. Depois disso, devem começar os serviços na parte superior da estrutura, incluindo pista, guarda-corpo e áreas de circulação.
“Eles informaram que pretendem ampliar a passagem destinada aos pedestres para permitir também o trânsito seguro de ciclistas”, destacou.
A Ponte do Rio Casqueiro é considerada estratégica para a mobilidade da Baixada Santista e para o acesso ao Porto de Santos. Desde a interdição, moradores e motoristas convivem com congestionamentos e aumento no tempo de deslocamento. Além disso, enfrentam mudanças na rotina, enquanto aguardam uma definição sobre a reabertura da estrutura.
