A morte de uma jovem de 21 anos durante uma atividade de rope jump colocou a Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), no centro das atenções. Abandonada há décadas, a estrutura se transformou em um ponto conhecido entre praticantes de esportes radicais e visitantes em busca de aventura.
O trajeto fica localizado entre as cidades de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. A ponte foi construída para integrar um ramal ferroviário que nunca saiu do papel. O projeto acabou abandonado antes da conclusão, deixando apenas as vigas e a estrutura de concreto suspensas sobre o Ribeirão do Tatu.
O apelido “Ponte do Esqueleto” surgiu justamente por causa do aspecto inacabado da obra. O local permaneceu por décadas sem trilhos, como uma espécie de monumento ao projeto abandonado.
Estrutura tem cerca de 40 metros de altura
Um dos fatores que transformaram a ponte em atração é sua altura. A estrutura fica cerca de 40 metros acima do Ribeirão do Tatu, oferecendo uma vista ampla da vegetação ao redor.
A combinação entre altura, isolamento e fácil acesso tornou o local “adequado” para atividades como rapel, rope jump, trilhas, ciclismo e corridas.
Mesmo sem estrutura turística oficial, a ponte chegou a receber centenas de visitantes por mês, tornando-se um dos pontos mais conhecidos da região para esportes de aventura.
Local acumula histórico de acidentes
Sua popularidade também é acompanhada por um histórico de ocorrências graves. Ao longo dos anos, o local registrou quedas durante práticas esportivas, acidentes envolvendo ciclistas e outros episódios relacionados às atividades de aventura realizadas na estrutura.
Em 2024, uma ciclista morreu após perder o equilíbrio durante uma travessia. Em 2025, duas mulheres ficaram gravemente feridas durante um salto de rope jump.
Área abandonada gera disputa sobre fiscalização
Apesar da movimentação frequente de visitantes, a Ponte do Esqueleto permanece sem uso oficial e sem uma administração local permanente.
A estrutura pertence à União e ficou décadas sem destinação definitiva após a extinção da Rede Ferroviária Federal. Nos últimos anos, autoridades discutiram medidas para restringir o acesso ao local, mas as atividades continuaram sendo realizadas.







