Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morta após cair de aproximadamente 40 metros durante uma atividade de rope jump em Limeira (SP), havia registrado nas redes sociais os momentos que antecederam o acidente.
Em publicações feitas na manhã deste sábado (13), a jovem mostrou o local do salto, pulseiras de identificação e a movimentação da equipe responsável pela atividade.
Segundo a Polícia Militar, indícios apontam que o equipamento de segurança não estava devidamente conectado antes do salto no acidente ocorrido na região da Ponte do Esqueleto. A polícia prendeu seis pessoas suspeitas de envolvimento na operação.
Nos stories publicados no Instagram, Maria Eduarda compartilhou imagens da estrutura da atividade e da organização do evento. Em uma das fotos, registrada às 7h31, aparece um banner da empresa responsável pela ação e a jovem escreve: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???”.
As publicações também mostram a presença de outros participantes e integrantes da equipe, além de registros de saltos realizados por instrutores antes da vítima.

Segundo a investigação, testemunhas relataram que funcionários da empresa teriam esquecido de conectar a corda de segurança no momento do salto.
Vídeo mostra momento do salto sem corda
Um vídeo que circula nas redes sociais registra a dinâmica da ação no instante do acidente. As imagens mostram a vítima sendo conduzida até a plataforma e, em seguida, lançada.
Poucos segundos depois, testemunhas percebem a ausência do equipamento de retenção e entram em desespero, com gritos como “a corda” e “gente, a corda”.
As imagens também mostram a reação imediata de pessoas que acompanhavam a atividade no local. Nas redes sociais, vídeos do momento do salto viralizaram rapidamente. Confira no perfil do Diário do Litoral no Instagram:
Investigação aponta possível falha grave de segurança
De acordo com a Polícia Militar, a principal linha de investigação é de que houve falha humana na montagem do equipamento de segurança. Há suspeita de que a liberação para o salto tenha ocorrido sem a fixação adequada das cordas ao sistema de segurança.
O caso está sendo apurado pela Polícia Civil, que deve ouvir testemunhas e analisar os equipamentos utilizados na atividade. Peritos também foram acionados para verificar as condições da estrutura e dos materiais empregados no rope jump.
Os responsáveis pela operação foram detidos e permanecem à disposição da Justiça.

Um leitor do Diário do Litoral e morador de Peruíbe, Rafael Goulart, estava na fila para fazer o mesmo pulo e viu o que aconteceu.
“Eu estava lá! Irresponsáveis! Assassinos! A única coisa que tinham que verificar eram as cordas. Não fizeram o mínimo! Um esporte que é para ser seguro, estão ali pra isso. E uma soberba de nem se quer prestar atenção no que estão fazendo. SAMU nem havia chegado e já tinham desativado o insta”, comentou na postagem do Diário.
Empresa cobrava R$ 180 por salto
A atividade era oferecida ao público por cerca de R$ 180 por participante. A empresa responsável também divulgava outras datas de eventos em diferentes cidades do estado e de Minas Gerais.
Segundo informações apuradas, havia programação de novos saltos nos próximos meses, inclusive no mesmo local do acidente. A organização também divulgava vagas abertas para atividades em outras pontes e estruturas utilizadas para esportes radicais.
A reportagem tenta contato com os responsáveis pela empresa citada no caso.
