Cotidiano

Pesquisa crava que quase 50% dos síndicos atuam profissionalmente no Brasil

O estudo ouviu 350 pessoas de todas as regiões do país e revelou ainda que 70% dos atuais síndicos profissionais começaram a trajetória como moradores voluntários

Igor de Paiva

Publicado em 01/02/2026 às 13:37

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O síndico é o responsável por representar os interesses do condomínio e garantir o bom funcionamento do edifício / Freepik

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Em um país que soma mais de 13 milhões de endereços localizados em condomínios, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a profissionalização da função de síndico se consolida como uma tendência diante da crescente demanda por gestores qualificados. Esse cenário é confirmado pelo levantamento “Perfil do Síndico Brasileiro”, realizado pelo Instituto Datafolha a pedido do Grupo Superlógica.

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De acordo com a pesquisa, 46% dos síndicos entrevistados já exercem a função de forma profissional, enquanto 72% buscaram algum tipo de capacitação específica na área.

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O estudo ouviu 350 pessoas de todas as regiões do país e revelou ainda que 70% dos atuais síndicos profissionais começaram a trajetória como moradores voluntários. Com a qualificação, muitos passaram a se dedicar integralmente à atividade, transformando-a em profissão.

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O síndico é o responsável por representar os interesses do condomínio e garantir o bom funcionamento do edifício. Entre suas atribuições estão a gestão financeira — que envolve orçamentos, controle de receitas e despesas e combate à inadimplência —, a prestação de contas às assembleias, o acompanhamento de vistorias, laudos e obras, além da supervisão da limpeza, da segurança das áreas comuns e do atendimento às demandas de funcionários e condôminos.

No processo decisório, 67% dos síndicos afirmam ser os únicos responsáveis pelas questões financeiras do prédio, e 74% utilizam plataformas digitais de gestão para auxiliar no trabalho.

Para o síndico profissional e diretor da Embraps, empresa especializada em facilities para condomínios e empresas, Marcos Valim, a experiência e a qualificação são fatores essenciais para evitar desperdícios e lidar de forma mais eficiente com conflitos internos. “O síndico profissional possui o preparo e a experiência que o cargo exige e mantém um distanciamento emocional saudável.

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Com isso, consegue atuar tanto como administrador quanto como mediador, preservando a ordem e o interesse coletivo. A profissionalização de síndicos orgânicos é positiva para o condomínio e também para o próprio gestor, que passa a exercer a função de forma ainda mais eficiente”, afirma.

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