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Pesquisa afirma que inseto comum nas casas pode ser um aliado contra bactéria letal

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Biological Journal of the Linnean Society

Igor de Paiva

Publicado em 05/01/2026 às 14:25

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A investigação analisou seis espécies diferentes de formigas, todas nativas dos Estados Unidos e frequentemente classificadas como pragas urbanas / Reprodução

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As formigas, insetos comuns no dia a dia, podem se tornar uma arma secreta no combate às superbactérias. A descoberta foi confirmada por pesquisadores da Universidade de Auburn, nos Estados Unidos.

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De acordo com o estudo, esses insetos possuem a capacidade de produzir compostos antimicrobianos naturais, eficazes contra patógenos resistentes a medicamentos. Entre eles está a temida Candida auris, considerada uma ameaça global à saúde pública.

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Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Biological Journal of the Linnean Society.

Estudo

A investigação analisou seis espécies diferentes de formigas, todas nativas dos Estados Unidos e frequentemente classificadas como pragas urbanas.

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O objetivo dos cientistas foi avaliar o potencial desses insetos como base para o desenvolvimento de novos antibióticos, capazes de tratar infecções resistentes aos medicamentos tradicionais.

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Candida auris

Identificada pela primeira vez em 2009, a Candida auris é um fungo emergente que preocupa autoridades de saúde em todo o mundo. Ele é responsável por infecções graves, principalmente em ambientes hospitalares, e apresenta alta resistência a antifúngicos, o que dificulta o tratamento.

A infecção ocorre com mais frequência em pacientes internados, imunossuprimidos ou que utilizam dispositivos invasivos, como cateteres e respiradores.

Um dos maiores riscos está na sua capacidade de sobreviver por longos períodos em superfícies, facilitando surtos em hospitais e UTIs. Além disso, o fungo pode ser confundido com outras espécies em exames laboratoriais comuns, atrasando o diagnóstico.

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Devido à elevada taxa de mortalidade nos casos mais graves e à facilidade de disseminação, a Candida auris é monitorada constantemente por autoridades de saúde, que recomendam vigilância ativa, isolamento de pacientes infectados e rigorosos protocolos de higiene hospitalar.

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