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Pentágono afirma novamente que Rússia fornece armamento para rebeldes da Ucrânia

Os norte-americanos acreditam ainda os russos enviaram artilharia e lançadores de foguetes para os rebeldes ucranianos

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19 FEV 201517h46

Autoridades dos Estados Unidos afirmaram mais uma vez nesta quinta-feira que forças militares da Rússia continuam a se mover em direção à Ucrânia, à medida que os separatistas tentam consolidar seu controle sobre a cidade de Debaltseve. Os norte-americanos acreditam ainda os russos enviaram artilharia e lançadores de foguetes para os rebeldes ucranianos.

"Continuamos a ver um grande fluxo de equipamentos se movendo da Rússia para a Ucrânia", afirmou o coronel Steve Warren, um porta-voz do Pentágono. "Todo este equipamento russo que se move para a Ucrânia contribui para a desestabilização da região."

O Kremlin nega veementemente o envio de tropas ou armas para a Rússia.

Tanto os separatistas quantos as forças de Kiev afirmaram que os bombardeios haviam diminuído nesta quinta-feira, embora ataques esparsos foram relatados em torno do aeroporto de Donetsk e no entorno da cidade de Mariupol.

Mais cedo, líderes da França, Alemanha, Rússia e Ucrânia realizaram uma teleconferência para analisar a situação no leste da Ucrânia e avaliar se Kiev e separatistas apoiados pelos russos estão violando a um acordo de cessar-fogo.

O Pentágono reafirmou que a Rússia fornece armamento para rebeldes da Ucrânia (Foto: Divulgação)

Os líderes europeus pediram que ambos os lados em conflito garantam o acesso de observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Até agora, os rebeldes têm bloqueado a entrada dos inspetores internacionais a Debaltseve, citando preocupações com segurança, embora tenham sinalizado nesta quinta-feira a possibilidade de, em breve, permitir que eles acesses às áreas em conflito.

Steffen Seibert, porta-voz da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, disse que os líderes "concordaram são necessárias medidas imediatas e concretas para uma implementação completa do acordo de cessar-fogo e a total retirada, sob a fiscalização da OSCE, das armas pesadas."