Pantheon será restaurado para os 250 anos de José Bonifácio

Equipe formada por técnicos da Secretaria de Cultura e alunos da ‘Oficina Escola’ trabalha na limpeza de oito painéis de bronze

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24 FEV 201317h59

Local que preserva a memória e exalta o valor histórico de José Bonifácio, o Pantheon dos Andradas (Praça Barão do Rio Branco, s/n°, no Centro Histórico de Santos) está sendo preparado para celebrar os 250 anos de nascimento do ‘Patriarca da Independência’, comemorado em 13 de junho.

Uma equipe formada por técnicos da Secretaria de Cultura (Secult) e alunos da ‘Oficina Escola’ (Secretaria de Educação e Planejamento) trabalha na limpeza de oito painéis de bronze instalados no espaço. Lixas e esponjas abrasivas são utilizadas para deixar as placas com seu aspecto original. O trabalho é feito sem a utilização de produtos químicos.

Com o restauro, os visitantes poderão ver detalhes das cenas esculpidas com passagens marcantes da história do Brasil. A equipe é coordenada pelo escultor e restaurador Luis Garcia Jorge. Outro grupo trabalha no local, em serviços de reposição de vitrais e manutenção das portas de vidro.

O Pantheon foi inaugurado em 7 de setembro de 1923 e abriga as cinzas de José Bonifácio e dos seus irmãos Antonio Carlos e Martim Francisco, além do padre Patrício Manuel. Abre de terça a sexta-feira, das 10h às 17h; e nos sábados, domingo e feriados, das 11h às 17h. Entrada franca.

O Pantheon dos Andradas será restaurado (Foto: DIvulgação)

Conheça José Bonifácio

Filósofo, advogado, professor, intelectual, naturalista e cientista. Foram nessas áreas que José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838) atuou, além de ter sido figura estratégica na Independência do Brasil, em 1822. Nasceu em Santos, onde viveu até os primeiros anos da adolescência. Também morou em Portugal e França.

Entre as funções políticas e militares, atuava como pesquisador de minérios, viajando por diversos países europeus. Aos 56 anos, voltou a Santos com sua família. Teve papel influente no governo de dom Pedro I e foi tutor de dom Pedro II. Morreu em Niterói (Rio de Janeiro), em 1833.