Assim como o Diário do Litoral noticiou, a Baixada Santista amanheceu engolida por uma neblina assustadora nesta quarta-feira (1º). O fenômeno reduziu a visibilidade em diversos pontos da região, chamou a atenção pela intensidade e, além disso, dificultou a rotina de milhares de moradores. Mas, afinal, por que isso acontece?
A explicação está na combinação entre umidade e temperatura. Durante a madrugada, o ar próximo ao solo perde calor e fica mais frio. Ao mesmo tempo, a Baixada Santista recebe uma grande quantidade de umidade vinda do oceano.
Quando esse ar úmido esfria até atingir o chamado “ponto de orvalho”, o vapor de água presente na atmosfera se transforma em milhões de pequenas gotículas que permanecem suspensas no ar. Como resultado, forma-se uma espécie de nuvem ao nível do solo: a neblina.
No litoral, esse fenômeno é ainda mais comum justamente por causa da proximidade com o mar. Isso porque a umidade é elevada durante praticamente todo o ano, e as madrugadas costumam oferecer as condições ideais para a condensação da água.
Além disso, em dias com pouco vento, essas gotículas permanecem concentradas por mais tempo, fazendo com que a neblina fique mais densa e reduza significativamente a visibilidade.
Com o passar das horas, no entanto, a tendência é que o Sol aqueça o solo e o ar. Dessa forma, as gotículas voltam ao estado de vapor, fazendo com que a neblina se dissipe gradualmente.
Por isso, o fenômeno costuma ser mais intenso nas primeiras horas da manhã e desaparece ao longo do dia, embora possa persistir por mais tempo quando o céu permanece encoberto ou as temperaturas continuam baixas.
