A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) vai além da unificação do RG e do CPF. O documento traz um avanço histórico em inclusão ao permitir a inserção de informações e símbolos relacionados a deficiências e ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Agora, o cidadão pode incluir ícones visuais que identificam deficiências auditiva, visual, intelectual, motora e o autismo. A medida foi desenhada para agilizar o atendimento prioritário e facilitar o acesso a serviços públicos e privados em todo o país. A primeira via será emitida de forma totalmente gratuita aos brasileiros.
Inclusão social é prioridade
O processo de emissão também foi modernizado para garantir mais direitos e dignidade aos cidadãos. Quem já possui a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), por exemplo, pode solicitar que a informação seja incorporada à CIN. Para isso, basta apresentar o documento válido no momento do atendimento.
A mudança ainda garante que pessoas com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento possam utilizar objetos de acessibilidade na foto oficial ou, caso haja uma justificativa clínica, fornecer a própria fotografia para a confecção da carteira. Para ativar esses recursos, basta apresentar o laudo médico ou a documentação exigida pelo órgão emissor local durante o agendamento presencial.
Foco na modernização
A CIN extingue a antiga bagunça de um número de RG por estado ao adotar o CPF como número único nacional. O novo documento conta com um QR Code para validação de autenticidade, possui uma versão digital integrada ao aplicativo Gov.br e ainda pode ser utilizado como documento de viagem nos países do Mercosul.






