‘Não houve um milímetro de alteração’, afirma Paulo Alexandre sobre o traçado do VLT

Prefeito de Santos rebate acusação do promotor de Justiça quanto à possível favorecimento a empresário. EMTU não informou se recebeu a liminar para suspender as obras

Comentar
Compartilhar
15 JAN 201410h32

“Desde 1º de janeiro de 2013, quando assumi a Prefeitura, não houve nenhum milímetro de alteração do projeto. O que fizemos foi referendar a opção que é a melhor para a cidade, que é no canteiro central (da Avenida Francisco Glicério), em função dos impactos no trânsito, como já foi amplamente discutido e explicado”.

A afirmação é do prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), ao ser questionado ontem à tarde pelo Diário do Litoral sobre uma declaração dada pelo promotor de Justiça Daury de Paula Júnior à Rádio Estadão. Em entrevista dada na semana passada à jornalista Alessandra Romano, o representante do Ministério Público afirmou que “o traçado do VLT foi desviado para favorecer um único empresário local”.

O chefe do Executivo santista destaca que a área onde se encontra a linha férrea será utilizada. “Vamos ganhar uma grande avenida. Há um processo de reurbanização completo da Avenida Francisco Glicério, que será uma das melhores avenidas de Santos após esse projeto”.

Quanto ao traçado do projeto, Paulo Alexandre Barbosa frisou que ela é fruto de “uma posição muito bem embasada de todos os técnicos”. “É importante colocar que esse projeto conta com aprovação do Governo Municipal, do Governo Estadual e também do Governo Federal. As três esferas de governo entendem que essa é a melhor opção”.

Quanto ao traçado do projeto, Paulo Alexandre Barbosa frisou que ela é fruto de “uma posição muito bem embasada de todos os técnicos” (Foto: Luiz Torres/DL)

Quanto à ação cautelar apresentada pelo Ministério Público, que resultou em uma liminar dada pela Justiça para interromper a obra, o prefeito santista disse estar tranquilo. “O Ministério Público faz um trabalho extremamente importante, nós vamos continuar à disposição do Ministério Público para prestar qualquer tipo de esclarecimento e informação que seja necessária”.

Segundo Paulo Alexandre, “maior prejuízo do que obra parada não existe. Principalmente para a população, que é a mais prejudicada. Milhares de pessoas têm de acordar cedo, sair de suas casas para trabalhar e não podem ser privadas de ter um transporte com mais qualidade, com mais eficiência, podendo fazer o mesmo deslocamento em muito menos tempo”.

O chefe do Executivo santista lembrou que quando assumiu o Governo se comprometeu a cuidar do projeto do VLT “como um projeto estratégico. Começamos as obras em maio, com cinco meses de governo, e vamos continuar trabalhando para que essas obras sejam concluídas com a maior rapidez possível”.

Procurada pelo Diário do Litoral no final da tarde, a EMTU, responsável pela obra, disse não ter tempo para apurar se a liminar chegou à empresa e se os trabalhos continuavam. Já a Prefeitura de Santos, também procurada no final da tarde, respondeu, às 20h35, não ter recebido informação nenhuma da EMTU quanto à liminar e sobre a sequência ou não dos trabalhos.