Santos já teve outros registros de pessoas contaminadas com Mpox / Amornthep Srina/Pexels
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Os dois casos de Mpox que ocorreram no último mês de janeiro, em Santos, não foram os primeiros registrados no município. No período entre 2022 e 2026, 109 pessoas foram contaminadas pela doença, segundo informações do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde.
Durante esse intervalo de quatro anos, 899 casos foram notificados e 743, descartados.
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O pico por faixa etária ocorreu entre os 30 e 34 anos para homens, segmento no qual foram registrados 26 casos. Já entre as mulheres, a contaminação foi menor, com o pico atingindo três meninas na faixa dos 5 aos 9 anos.
Entre os sintomas registrados, destacam-se as lesões cutâneas e a febre, com a maior incidência de feridas ocorrendo nos órgãos genitais, tronco e membros superiores.
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O maior índice da doença em Santos foi registrado exatamente em 2022, no período pós-pandemia, quando houve 79 confirmações de casos de contaminação, com um óbito registrado. Já em 2023, o município registrou apenas dois casos.
No ano seguinte, em 2024, os registros voltaram a subir, com 18 pessoas contaminadas. Em 2025, este número caiu para nove.
As pessoas diagnosticadas com Mpox apresentam lesões cutâneas, com manchas avermelhadas que evoluem para pápulas (pequenas elevações), depois para vesículas e, posteriormente, bolhas cheias de líquido.
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As lesões costumam aparecer no rosto, tronco, braços e pernas, sendo também comuns na região genital. Podem causar dores e coceiras, evoluindo para crostas antes da cicatrização. O ciclo completo costuma durar de duas a quatro semanas.
Sua transmissão acontece por intermédio do contato direto com pessoas ou animais silvestres contaminados com o vírus.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou, em nota, que continua monitorando o cenário epidemiológico da Mpox no estado.
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Todas as unidades de saúde estaduais seguem os protocolos técnicos de vigilância, testagem e acompanhamento de casos para garantir uma resposta rápida e eficaz à doença.