Saúde
Terceiro caso é confirmado e alerta autoridades sanitárias do paÃs; infecção provoca bolhas, febre e pode gerar complicações graves
Confirmação de um terceiro caso de mpox no Brasil reacendeu o alerta das autoridades sanitárias / Freepik/Divulgação
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A confirmação de um terceiro caso de mpox no Brasil reacendeu o alerta das autoridades sanitárias. Após dois registros no estado de São Paulo, um novo diagnóstico foi confirmado pela prefeitura de Porto Alegre.
Os casos paulistas envolvem uma cepa considerada mais agressiva do vÃrus, o que aumentou a preocupação em meio à circulação intensa de pessoas durante o Carnaval.
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A doença, causada pelo vÃrus da mpox — antigo nome da varÃola-dos-macacos, já abandonado por gerar estigmatização — é transmitida principalmente por contato próximo, incluindo relações sexuais, além do contato com lesões ou objetos contaminados.
A principal caracterÃstica clÃnica da mpox são as lesões cutâneas. Inicialmente, surgem manchas avermelhadas que evoluem para pápulas (pequenas elevações), depois para vesÃculas e, posteriormente, bolhas cheias de lÃquido.
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Essas lesões podem aparecer no rosto, tronco, braços e pernas; são comuns na região genital; podem ser dolorosas ou causar coceira; evoluem para crostas antes da cicatrização. O ciclo completo costuma durar de duas a quatro semanas.
Além das manifestações na pele, a doença pode causar febre, dor de cabeça, dores musculares, inchaço dos gânglios linfáticos e prostração.
Embora a maioria dos casos evolua de forma autolimitada, pessoas com imunidade comprometida ou com condições pré-existentes podem desenvolver complicações graves.
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Estima-se que, em cenários especÃficos, a taxa de letalidade possa chegar a 10%, especialmente em contextos com acesso limitado a atendimento médico. Por isso, diante de sintomas suspeitos, a orientação é procurar avaliação médica imediata.
Não há tratamento antiviral especÃfico amplamente disponÃvel para todos os casos. O manejo é principalmente sintomático e inclui:
Em quadros mais severos, pode ser necessária internação hospitalar.
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A prevenção envolve isolamento dos casos confirmados até a cicatrização completa das lesões, além da vacinação para grupos considerados de maior risco, conforme diretrizes do Ministério da Saúde.
A mpox ganhou destaque global entre 2022 e 2023, quando um surto atingiu cerca de 100 mil pessoas em mais de 120 paÃses. Desde então, a doença permanece sob vigilância internacional da Organização Mundial da Saúde, com registros pontuais em diferentes regiões.
O aumento recente de casos isolados no Brasil não indica, até o momento, um surto em larga escala. No entanto, autoridades reforçam que a identificação precoce e o isolamento são fundamentais para evitar disseminação.
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Com a retomada de grandes eventos e aumento da circulação de pessoas, o acompanhamento epidemiológico segue sendo prioridade.