Motos aquáticas não respeitam as regras em Bertioga

Reportagem do Diário do Litoral flagra o desrespeito a lei que limita a passagem do veículo a menos de 200 metros da arrebentação em Guaratuba

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04 FEV 201410h15

18 de fevereiro de 2012. A pequena Grazielly Almeida Lames, de 3 anos, é atropelada por uma moto aquática na Praia de Guaratuba, em Bertioga. A menina morreu a caminho do hospital. Quase dois anos depois, o desrespeito ainda pode ser visto no local. Motos aquáticas circulam no mar, próximos aos banhistas, a menos de 200 metros da arrebentação (regra imposta por lei municipal).

A reportagem do Diário do Litoral flagrou durante o último fim de semana (dias 1 e 2 de fevereiro) motos aquáticas circulando em velocidade, próximo aos banhistas. A placa na entrada da praia é clara: lançar veículos náuticos de propulsão a motor e trafegar com embarcações de propulsão a motor a menos de 200 metros da arrebentação. Isso não acontece na Praia de Guaratuba. Não há boias que limitem a passagem de motos aquáticas. Além de ultrapassarem o limite, os motoristas passavam em alta velocidade pelo local.

Questionada pela reportagem, a Prefeitura de Bertioga esclareceu que, na Praia de Guaratuba, “não existem locais onde é permitida a entrada e saída de embarcações, somente no Rio Guaratuba, no Pontal, onde essa prática é permitida”. Explica ainda que a Prefeitura realiza a fiscalização de habilitação e documentação. Já com relação à velocidade, a fiscalização é de responsabilidade da Marinha. “Há uma equipe de fiscalização, formada por guardas ambientais, que ficam no Pontal, local de maior concentração de motos aquáticas, realizando a fiscalização durante todo o dia. Há, inclusive, relatórios com todas as abordagens”, afirma através de nota. A Prefeitura de Bertioga, por meio da Diretoria de Operações Ambientais (DOA), é responsável pela fiscalização.

Motos aquáticas passam próximas aos banhistas(Foto: Luana Fernandes)

Segundo a Prefeitura de Bertioga, hoje não existe empresa habilitada para aluguel de motos aquáticas na cidade. Em agosto do ano passado, o Executivo e a Marinha firmaram convênio para fiscalização de embarcações. A municipalidade tem poder de atuação moderado, isto é, identifica a infração e a embarcação e notifica a Capitania dos Portos, que é quem faz a autuação.

A reportagem do Diário do Litoral tentou contato com a Capitania dos Portos, mas até o fechamento da edição não obteve respostas.