Os planos de saúde ainda geram muitas dúvidas entre os consumidores, principalmente quando o assunto envolve cobertura, carência, coparticipação e tipos de contratação. Em vídeo produzido para o Diário do Litoral, a advogada Julia Barbosa Pereira esclareceu alguns dos principais pontos que merecem atenção antes da assinatura do contrato.
Julia é mestre em Direito Ambiental, pós-graduada em Advocacia Cível e integra a banca do escritório Garcia & Antunes Advogados Associados.
Segundo Julia, um dos principais mitos é acreditar que os planos de saúde cobrem absolutamente todos os procedimentos existentes. Ela explica que a cobertura é definida pelas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável por estabelecer um rol mínimo obrigatório de procedimentos.
Ainda assim, existem limitações contratuais, como exclusões específicas, tratamentos experimentais ou procedimentos não previstos na modalidade contratada. Por isso, a especialista reforça a importância de analisar atentamente o contrato antes da contratação.
Outro ponto destacado por Julia é a carência. Em regra, os planos possuem prazos para utilização de determinados serviços após a contratação. Consultas e exames simples costumam ter períodos menores, enquanto cirurgias e procedimentos complexos exigem prazos mais longos. Em casos de urgência e emergência, no entanto, a legislação prevê atendimento com carência reduzida.
A advogada também desmistifica a ideia de que o plano mais caro é sempre o melhor. Segundo ela, a escolha ideal depende das necessidades do consumidor. Planos com mensalidades mais altas podem oferecer rede credenciada maior, mais conforto ou menor coparticipação, mas isso não significa que sejam a melhor opção para todos os perfis.
Durante o vídeo, Julia ainda explicou como funciona a coparticipação, modalidade em que o beneficiário paga um valor adicional ao utilizar serviços como consultas e exames. Apesar de reduzir o valor da mensalidade, esse modelo pode gerar custos mais altos em casos de uso frequente.
Ela também esclareceu a diferença entre os planos ambulatorial e hospitalar. O primeiro cobre consultas, exames e procedimentos sem internação. Já o segundo é voltado para internações, cirurgias e atendimentos de maior complexidade. Existem ainda planos que unem as duas modalidades.
Por fim, Julia ressaltou a importância de avaliar a chamada rede credenciada, que reúne hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais autorizados a atender os beneficiários do plano. Segundo a especialista, verificar a qualidade e a localização desses serviços é essencial para evitar dificuldades no acesso ao atendimento.
Erro número um
O erro número um na hora de escolher um plano de saúde é pensar apenas no lado financeiro. Assim, à primeira vista, a escolha pode parecer vantajosa, mas a decisão pode trazer dores de cabeça no futuro.
Em outro conteúdo gravado para o Diário do Litoral, Julia Barbosa Pereira, advogada, mestre em Direito Ambiental e pós-graduada em Advocacia Cível, explica que muitas pessoas acabam ignorando pontos importantes do contrato e descobrem as limitações justamente no momento em que mais precisam de atendimento.
