Ministério envia unidade móvel a Xanxerê para agilizar liberação de FGTS

De acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, pelo menos 10 mil pessoas foram afetas pelo tornado cuja velocidade dos ventos pode ter alcançado 250 quilômetros por hora

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22 ABR 201512h02

O Ministério do Trabalho anunciou hoje (22) que enviará uma unidade móvel da pasta para o município catarinense de Xanxerê devastado na última segunda-feira (20) por um tornado. A equipe móvel deve chegar à cidade nos próximos dias para auxiliar os moradores atingidos no saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e na emissão de documentos, principalmente, a carteira de trabalho.

Apesar de as regras do FGTS preverem a liberação emergencial dos recursos para os trabalhadores em cidades com reconhecimento do estado de calamidade pública, é necessário que os beneficiários apresentem a documentação que comprove o direito ao saque.

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, deve homologar ainda hoje (22) o decreto de calamidade pública assinado pela prefeitura de Xanxerê, ontem (21). A validação do decreto pelo governo estadual é a primeira etapa para que a cidade do oeste catarinense possa receber ajuda estadual e federal para socorrer as vítimas do tornado que atingiu o município nessa segunda-feira (20) e recuperar parte dos estragos. Após a homologação pelo governo estadual, o decreto ainda tem que ser reconhecido pelo Ministério da Integração Nacional.

Mais de mil estão desabrigadas e 2,6 mil imóveis foram danificados (Foto: Defesa Civil SC)

Ontem (21), ao visitar as regiões atingidas, o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, destacou que o governo federal apoiará o processo de reconstrução da cidade. “Vamos trabalhar no sentido de fazer o restabelecimento da cidade, com energia, com limpeza das ruas, em parceria com a prefeitura. Temos muitas residências atingidas”.

De acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, pelo menos 10 mil pessoas foram afetas pelo tornado cuja velocidade dos ventos pode ter alcançado 250 quilômetros por hora. Mais de mil estão desabrigadas e 2,6 mil imóveis foram danificados. Ainda segundo a Defesa Civil, mais de 300 pessoas receberam atendimentos médicos e 120 foram hospitalizadas.