Milhões de idosos podem passar a receber atendimento médico sem sair de casa; veja quem tem direito

O objetivo do projeto é ampliar o acesso aos cuidados, reduzir internações e oferecer maior suporte às famílias e cuidadores

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O projeto prevê o investimento de cerca de R$ 500 milhões até 2027 para reforçar o cuidado domiciliar de pessoas com limitações funcionais

O Governo Federal lançou uma nova estratégia para ampliar o atendimento de saúde aos idosos brasileiros sem que eles precisem sair de casa.

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Batizado de Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), o projeto prevê o investimento de cerca de R$ 500 milhões até 2027 para reforçar o cuidado domiciliar de pessoas com limitações funcionais atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa, apresentada pelo Ministério da Saúde na última quinta-feira (18), representa a primeira estratégia nacional de cofinanciamento federal voltada exclusivamente ao atendimento domiciliar da população idosa por meio da Atenção Primária à Saúde.

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O objetivo principal é ampliar o acesso aos cuidados especializados, reduzir internações evitáveis e oferecer maior suporte às famílias e cuidadores.

O envelhecimento da população e a demanda no SUS

O lançamento do programa ocorre em um momento de acelerado envelhecimento da população brasileira. Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 80% dos idosos dependem exclusivamente do SUS para receber atendimento médico.

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Além disso, o Brasil possui cerca de 3 milhões de idosos acamados acompanhados pela Atenção Primária.

A expectativa do governo é que, com a implantação do Padi Brasil, mais da metade desse público passe a receber acompanhamento especializado em casa, uma medida essencial considerando que a expectativa de vida do brasileiro atualmente está em torno de 76,6 anos.

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Planejamento orçamentário e adesão dos municípios

Para viabilizar a estrutura, o Ministério da Saúde prevê investir precisamente R$ 492 milhões, montante divulgado oficialmente como cerca de R$ 500 milhões.

Esse valor será dividido em duas etapas, sendo R$ 163,2 milhões aplicados em 2026 e R$ 329,3 milhões em 2027. Os recursos serão integralmente destinados ao fortalecimento das equipes multiprofissionais (eMulti), que atuarão diretamente nas residências dos pacientes.

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Até o momento do lançamento do programa, 2.733 municípios já haviam solicitado a adesão, o que projeta a implantação de 3.677 equipes em todo o país.

Como funcionará a assistência

O Padi Brasil permitirá que o idoso receba acompanhamento especializado dentro da própria residência por meio de um atendimento integrado às equipes da Estratégia Saúde da Família e da Atenção Primária, garantindo um cuidado contínuo e personalizado.

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O corpo profissional poderá ser composto por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais, além de especialistas como geriatras e cardiologistas.

Critérios de elegibilidade para o programa

O programa é destinado principalmente a pessoas com 60 anos ou mais que apresentem limitações funcionais e permaneçam restritas ao domicílio.

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Também poderão ser atendidos pacientes que necessitam de cuidados frequentes em casa, o que inclui idosos acamados, pessoas que sofreram AVC, pacientes em recuperação pós-cirúrgica, indivíduos que precisam de curativos complexos ou de medicação venosa diária, além de pessoas em reabilitação intensiva e pacientes em cuidados paliativos ou em fase final da vida.

A seleção final será realizada pelas próprias equipes de saúde, que avaliarão cada caso individualmente.

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Como solicitar o atendimento

O acesso ao atendimento domiciliar ocorre por meio de encaminhamento da Rede de Atenção à Saúde do SUS. O paciente pode ser indicado pela Unidade Básica de Saúde (UBS), pelas equipes da Estratégia Saúde da Família, por hospitais durante a alta hospitalar ou por serviços de urgência e emergência.

Após a indicação, uma equipe multiprofissional realiza uma avaliação clínica e social para verificar se o paciente atende aos critérios. Caso o perfil seja aprovado, elabora-se um plano individual de cuidados que define os profissionais envolvidos e a frequência das visitas.

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Integração com iniciativas existentes e benefícios gerados

Embora o Padi Brasil seja novidade, o SUS já oferece atendimento domiciliar desde 2011 por meio do Programa Melhor em Casa, que assiste pessoas de todas as idades com doenças crônicas ou limitações temporárias.

O novo programa chega para reforçar especificamente o cuidado com a população idosa, direcionando o financiamento federal para que mais municípios estruturem equipes focadas nesse público.

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Entre os principais benefícios da iniciativa estão a redução de internações prolongadas, a diminuição do risco de infecções hospitalares e o aumento da rotatividade de leitos do SUS.

Além disso, o programa promove um atendimento mais humanizado, melhora a qualidade de vida dos pacientes, oferece suporte técnico aos familiares e cuidadores e garante o acompanhamento contínuo por equipes multidisciplinares.

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Segundo o Ministério da Saúde, o atendimento domiciliar permite um cuidado mais próximo da realidade do paciente, favorecendo a reabilitação e a manutenção da autonomia sempre que possível.