Cotidiano

Mega desafio de engenharia pode contar com obra milionária e mudar a paisagem de Santos para sempre

No fim do mês de março, uma reunião com a participação de representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) discutiu caminhos para viabilizar as obras

Igor de Paiva, com informações de Nilson Regalado

Publicado em 05/04/2026 às 11:46

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Os prédios tortos são consequência direta das características do solo da cidade / Nair Bueno/Diário do Litoral

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A cidade de Santos pode passar por uma transformação significativa em sua paisagem urbana. A Prefeitura e a Associação dos Condomínios dos Prédios Inclinados (ACOPI) se uniram em um verdadeiro desafio de engenharia, em busca de uma solução milionária para um problema histórico: os edifícios tortos do território santista.

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No fim do mês de março, uma reunião com a participação de representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) discutiu caminhos para viabilizar as obras. A principal proposta apresentada foi a criação de uma nova modalidade de financiamento voltada ao reaprumo dos edifícios.

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mega desafio de engenharia pode contar com obra milionaria e mudar a (2)Ao todo, Santos possui 319 prédios inclinados, sendo 65 localizados na orla da cidade/Nair Bueno - DL

Ao todo, Santos possui 319 prédios inclinados, sendo 65 localizados na orla da cidade. Segundo a gestão municipal, a estimativa de custo enviada ao BNDES varia entre R$ 7 milhões e R$ 10 milhões por edifício.

Lista

Edifício Agulhas Negras, na Avenida Washington Luiz, 556;
Edifício Ajax, na Rua Alexandre Martins, 2, na Aparecida;
Edifício América, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 73, no Embaré;
Edifício Antares, na Avenida Presidente Wilson, 61, o Gonzaga;
Edifício Arpége, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 11, no Boqueirão;
Edifício Atlante, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 36, no Embaré;
Edifício Bahamas, na Avenida Presidente Wilson, 18/20, no Gonzaga;
Edifício Bélgica, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 13, no Boqueirão;
Edifício Belmar, na Avenida Vicente de Carvalho, 36, no Boqueirão;
Edifício Bermudas, na Avenida Presidente Wilson, 98/99, na Pompéia;
Edifício Brasília, na Avenida Vicente de Carvalho, 4, no Boqueirão;
Edifício Bruxelas, na Avenida Presidente Wilson, 39, no Gonzaga;
Edifício Castor, na Avenida Bernardino de Campos, 671, no Gonzaga;
Edifício Caviúna, na Avenida Siqueira Campos, 678, no Boqueirão;
Edifício Cidades Paulistas (bloco b), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 75, na Aparecida;
Edifício Conde do Mar, na Rua Oswaldo Cochrane, 2 4, 6 e 10, no Embaré;
Edifício Cristóvão Colombo, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 6, no Boqueirão;
Edifício Embaré, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 33, no Embaré;
Edifício Enseada, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 180, na Ponta da Praia;
Edifício Estuário, na Rua Imperatriz Leopoldina, 7, na Ponta da Praia;
Edifício Excelsior (bloco a), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 22, no Boqueirão;
Edifício Excelsior (bloco b), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 22, no Boqueirão;
Edifício Flamingos, na Avenida Vicente de Carvalho, 59, no Gonzaga;
Edifício Flórida, na Avenida Bernardino de Campos, 658/666, no Gonzaga;
Edifício Gaivota, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 55, no Embaré;
Edifício Glória, na Avenida Vicente de Carvalho, 19, no Boqueirão;
Edifício Guaiamu, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 130, na Aparecida;
Edifício Hawaii, na Rua Robert Sandall, 52, na Ponta da Praia;
Edifício Igaratá, na Avenida Vicente de Carvalho, no Boqueirão;
Edifício Ilha do Sul, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 88, na Aparecida;
Edifício Iris, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 60, no Embaré;
Edifício Itaipu, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 122, na Aparecida;
Edifício Itália, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 13, no Boqueirão;
Edifício Itapeva, na Rua Alamir Martins, 5, no Gonzaga;
Edifício La Salle, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 12, no Boqueirão;
Edifício Lucy, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 34, no Embaré;
Edifício Maembi, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 65, no Embaré;
Edifício Mar Azul, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 51/53, no Embaré;
Edifício Maranil, na Rua Oswaldo Cochrane, 11, no Embaré;
Edifício Paulistânia, na Avenida Vicente de Carvalho, 45/46, no Boqueirão;
Edifício Puerto Cristo, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 97, na Aparecida;
Edifício Ricardo, na Rua Dona Anália Franco, 7 na Aparecida;
Edifício Rio Brilhante, na Avenida Epitácio Pessoa, 550, na Aparecida;
Edifício Rodes (bloco 1), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 62, no Embaré;
Edifício Roland Garros, na Rua Particular Lélia, 93, na Aparecida;
Edifício Saint George, na Rua Jorge Tibiriçá, 50, no Gonzaga;
Edifício Saint Honoré, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 95, na Aparecida;
Edifício Salamanca, na Avenida Siqueira Campos, 672, no Embaré;
Edifício Samira, na Rua Sampaio Moreira, 7, no Embaré;
Edifício Santa Fé, na Rua Vicente de Carvalho, 57, no Gonzaga;
Edifício Santa Helena, 71/72, no Gonzaga;
Edifício Santa Therezinha (bloco a), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 43, no Embaré;
Edifício Santo Antônio, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 24, no Embaré;
Edifício Santo Ignácio (bloco a), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 49, no Embaré;
Edifício São Domingos (ala b), na Avenida Conselheiro Nébias, 863, no Boqueirão;
Edifício São Joaquim (bloco c), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 49, no Embaré;
Edifício Taiuva, na Avenida Conselheiro Nébias, 850, no Boqueirão;
Edifício Tapaju, na Rua Nascimento, 11, no Embaré;
Edifício Tertúlia (bloco a), na Avenida Vicente de Carvalho, 79, no Gonzaga;
Edifício Tessalônica, na Rua Dona Anália Franco, 19, na Aparecida;
Edifício Tutto Bello (bloco a), na Avenida Bartolomeu de Gusmão 41, no Embaré;
Edifício Vera Lúcia, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 29, no Embaré;
Edifício Windsor, na Rua Alamir Martins, 31, no Gonzaga;
Edifício Lírio/Orquídea/Azaléia (bloco a), na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 84, na Aparecida;
Edifício Tulipa/Gardênia/Dália, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 85, na Aparecida.

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Motivo

Os prédios tortos são consequência direta das características do solo da cidade. Grande parte da área urbana foi construída sobre antigos manguezais aterrados, o que resulta em um terreno argiloso, encharcado e pouco resistente, incapaz de suportar adequadamente o peso de grandes estruturas.

Entre as décadas de 1950 e 1970, muitos edifícios foram erguidos com fundações rasas, que não alcançavam camadas mais firmes do solo. Com o passar do tempo, isso fez com que as construções começassem a afundar de forma irregular. Esse fenômeno, conhecido como recalque diferencial, ocorre quando uma parte do prédio cede mais do que outra, provocando a inclinação visível das estruturas.

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