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EDUCAÇÃO

Lideranças jovens sugerem imóveis para Institutos Federais em Santos e São Vicente

Estudantes pedem a instalação das duas unidades de ensino técnico na Zona Noroeste e na Área Continental de São Vicente

Nilson Regalado

Publicado em 11/04/2024 às 07:30

Atualizado em 11/04/2024 às 12:50

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Estudantes querem unidades na Zona Noroeste de Santos e na Área Continental de São Vicente / Isabella Fernandes / Diário do Litoral

Movimentos populares e lideranças jovens de bairros periféricos de Santos e de São Vicente vão entregar ao Governo Federal uma relação com quatro imóveis aptos a abrigar os dois institutos federais anunciados por Luiz Inácio Lula da Silva durante visita do presidente ao Porto de Santos, no último dia 2 de fevereiro. A relação de imóveis foi debatida durante reuniões no início deste mês, no bairro do Catiapoã e na Secretaria de Patrimônio da União (SPU). A lista de endereços sugeridos para instalação dos futuros IFs inclui dois imóveis em Santos, localizados nos bairros do Bom Retiro e Jardim Castelo. Em São Vicente, os terrenos sugeridos ficam no Quarentenário e no Samaritá. As duas reuniões contaram com a participação do deputado federal Carlos Zaratini (PT) e do coordenador do Escritório Descentralizado da SPU em Santos, Emerson Santos.

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Em Santos, informações preliminares indicam que a União não teria imóveis próprios na Zona Noroeste. Isso levou as lideranças da região a indicar os imóveis localizados na Avenida Afonso Schmidt, 1.117, no Bom Retiro. Esse prédio pertenceria ao Governo do Estado e abrigaria um Centro de Educação de Jovens e Adultos. Outra alternativa oferecida pelas lideranças jovens é uma área pertencente ao Município na Rua João Fracarolli, no fundo do Jardim Botânico. O espaço estaria subutilizado, abrigaria um campo de futebol e seria ponto de usuário de drogas.

A única opção pertencente à União na Zona Noroeste seria um terreno na Caneleira, cuja destinação prioritária seria a habitação popular.

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 “A juventude das áreas periféricas das Cidades se uniu para exigir que os prédios sejam construídos próximos às populações em maior vulnerabilidade econômica”, resume Luis Henrique Fernandes, de 22 anos, e idealizador do Natal na Quebrada, projeto que leva o espírito do natal para a Zona Noroeste. “Se a Prefeitura e a Piracicabana não oferecem um transporte municipal de valor acessível da ZNO para outras localidades da Cidade, o Instituto Federal deve ser construído onde a população terá acesso”, completa Fernandes.

SÃO VICENTE.

Já em São Vicente, os dois terrenos sugeridos pelos estudantes da Área Continental pertenceriam à União, o que facilitaria a construção do IF. 

Vitória Tainá Oliveira, de 27 anos, coordenadora e idealizadora do cursinho popular Antonieta de Barros, em São Vicente, salienta que a construção da nova unidade do IF na Área Continental do Município facilitaria o acesso, também, a moradores de Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. “Essa região necessita de desenvolvimento educacional e econômico”, resume Vitória Tainá.

ÁREAS DISPONÍVEIS.

A SPU admite que dispõe “de muito poucas áreas na região de Santos e São Vicente desocupadas no momento”. Mas, segundo Berenildo Gonçalves de Melo, um dos coordenadores da SPU em Santos, todos os técnicos do órgão estão “empenhados para encontrar os melhores espaços para os novos campi na Baixada Santista, atendendo assim às determinações do Governo Federal e da população”.

Porém, além do número limitado de áreas pertencentes à União, Berenildo afirma que dentre esses bens públicos ainda “há imóveis com litígio e ocupados”, além de “áreas que seriam desejáveis (para os empreendimentos)”, mas que apresentam restrições ambientais.

Por esses motivos, segundo ele, o Escritório da SPU “não pode cravar esta ou aquela área” como adequada para abrigar os Institutos Federais. Mas, ele faz a ressalva de que também há “áreas de órgãos públicos que poderiam servir, mas que não seriam doados diretamente pela SPU”.

Berenildo também admite que há questões políticas que precisam ser discutidas com as lideranças políticas regionais no âmbito do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), que reúne prefeitos e secretários das nove cidades.

ABAIXO-ASSINADO.

Independente da ação política, as lideranças jovens estão organizando panfletagens sobre o assunto em pontos estratégicos. Há também uma petição em aberto. A juventude está recolhendo assinaturas para entregar o abaixo-assinado direcionado a políticos e autoridades locais e estaduais, mostrando o apoio da população.

Para assinar, basta acessar os endereços eletrônicos.

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