Kerry visita Ucrânia para mostrar apoio dos EUA ao país

O secretário de Estado norte-americano chegou a Kiev nesta quinta-feira levando com ele a modesta quantia de US$16,4 milhões em ajuda humanitária norte-americana

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05 FEV 201514h39

O secretário de Estado norte-americano John Kerry está na Ucrânia para mostrar apoio ao governo do país, enquanto a administração Barack Obama estuda o envio de armas para que Kiev combata os separatistas apoiados pela Rússia.

Em meio a um forte fluxo de ações diplomáticas internacionais, Kerry chegou a Kiev nesta quinta-feira levando com ele a modesta quantia de US$16,4 milhões em ajuda humanitária norte-americana, mas também a possibilidade de envio de armas letais, que segundo a liderança do país é desesperadamente necessária para que defendam o país e contenham novas investidas dos rebeldes no leste ucraniano.

Funcionários que acompanham Kerry disseram que ele vai discutir essas necessidades com autoridades ucranianas, assim como iniciativas para a retomada do cessar-fogo e a volta do diálogo político para encerrar o conflito.

Kerry é um dos três graduados representantes do governo norte-americano na Europa nesta semana com o foco principal nas questões relacionadas à Ucrânia.

 John Kerry está na Ucrânia para mostrar apoio ao governo do país (Foto: Brendan Smialowski/Associated Press/Estadão Contedúdo)

O secretário da Defesa em fim de mandato, Chuck Hagel, já está participando de reuniões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Bélgica, onde o vice-presidente Joe Biden deve chegar na sexta-feira. Biden e Kerry vão unir forças à Alemanha, numa conferência sobre segurança internacional em Munique, que deve ser dominada por discussões sobre a Ucrânia e as tensões ocidentais com a Rússia.

Na quarta-feira, o indicado do presidente Barack Obama para assumir o Pentágono, Ashton Carter, disse ao Congresso que está muito inclinado a apoiar a transferência de armas letais para a Ucrânia.

As declarações foram o mais recente sinal de que a Casa Branca pode reverter sua posição de não armar a Ucrânia para ajudar as Forças Armadas do país a rechaçar os insurgentes - apesar dos temores de que a medida possa intensificar o conflito, transformando-o numa espécie de guerra conta a Rússia e colocando Washington em conflito com seus parceiros europeus.

A chanceler alemã Angela Merkel, importante aliada na pressão para que a Rússia encerre seu apoio aos rebeldes, disse que não há solução militar para a crise e que seu país não vai enviar armas para a Ucrânia.

Na Ucrânia, o presidente Petro Poroshenko disse que seu governo precisa urgentemente de ajuda letal para conter os ataques dos separatistas no conflito, que já deixou 5.300 mortos. Ele afirmou estar convencido de que esse tipo de ajuda será concedido.

Apesar da presença no continente dos três principais auxiliares de segurança de Obama, a Casa Branca e o Departamento de Estado disseram que qualquer anúncio de alteração da polícia norte-americana para a Ucrânia não deve ser feita nesta semana.

Na Europa, Biden e Kerry também discutirão com Poroshenko e outras autoridades o aumento da ajuda financeira à Ucrânia, assim como um aumento significativo das sanções à Rússia se o país não mudar sua abordagem em relação a Kiev. 

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