Julgamento de Marcia Rosa é interrompido por manifestantes

A prefeita de Cubatão e seu vice Donizete Tavares são julgados por denúncia de munícipe sobre improbidade administrativa e crime de responsabilidade

Após tumulto, a sessão de julgamento do pedido de cassação da prefeita de Cubatão Marcia Rosa (PT) e de seu vice Donizete Tavares Nascimento (PSD) foi adiada para quinta-feira (8), às 17 horas.

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O presidente da Câmara, Aguinaldo Araújo (PDT), alegou falta de segurança no plenário para determinar a obstrução do julgamento. Marcada por protestos de apoiadores da petista, que ocuparam desde a manhã o plenário da Câmara, a sessão extraordinária foi interrompida por duas vezes.

Ainda pela manhã, por volta das 10h40, a sessão ficou paralisada por dez minutos, após manifestantes jogarem papéis higiênicos nos vereadores da Comissão Processante que liam o relatório final do processo.

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Pouco tempo depois, por volta das 11h40, a sessão precisou ser paralisada novamente por conta de um arremesso de moeda na direção do vereador Ademário (PSDB). O presidente da Câmara pediu para que as galerias fossem esvaziadas. A polícia foi chamada e ocupou o plenário.

“Infelizmente, as galerias foram tomadas pelas pessoas que são contra a cassação e como a Câmara não oferece segurança, pois as pessoas sobem para as galerias sem passar por portas giratórias, ficamos receosos quando os manifestantes começaram a jogar papéis. A polícia achou por bem não ir para o confronto por questões de segurança e a sessão precisou ser suspensa”, destacou o vereador Ademário.

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Para concretizar a cassação, serão necessários votos favoráveis de oito dos 11 vereadores. Caso essa quantidade de representantes julgue que houve ato de improbidade, o presidente da Câmara assumirá o cargo de prefeito.

Manifestantes lotam galerias em protesto

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Com cartazes e apitos, manifestantes favoráveis à prefeita Marcia Rosa lotaram o plenário da Câmara Munici-
pal durante o julgamento do processo de cassação.

Entoando coro favorável ao vereador Fábio Inácio (PT), aposta de Marcia Rosa para a Prefeitura, os manifestantes criticaram a postura dos membros da Comissão Processante de Vereadores de Cubatão. O principal alvo dos manifestantes foi o vereador Dinho Heliodoro (SD), eleito originalmente pelo PT, mas que rompeu com a Prefeitura em 2012, migrando para o Solidariedade. A polícia foi chamada.

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Ainda pela manhã uma das manifestantes ameaçou se atirar da galeria, sendo amparada pelos outros ocupantes do plenário. Houve tumulto parcial, rapidamente solucionado.

No período da tarde, manifestantes tentaram invadir a área reservada da Câmara.

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A sessão foi suspensa com vaias e gritos de que a cidade seria ‘paralisada’ na quinta-feira.

Denúncia foi feita na Câmara em maio

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A denúncia foi protocolizada na Câmara Municipal pelo munícipe Ualton de Simone no dia 17 de maio deste ano. Entre os motivos alegados estão a criação de funções gratificadas por decreto sem amparo legal da Câmara. “Ela usou indevidamente recursos praticando crime de responsabilidade, infringindo decreto 201/67”, disse o cidadão.

Ualton também relaciona outra ação sofrida por Marcia Rosa, por suposta contratação irregular a empresa ABPA, proposta pelo Ministério Público, causando “um prejuízo na ordem de R$ 1,15 milhão” e, também, a falta de repasses ao Fundo de Previdência dos Servidores Públicos, agindo “ilegalmente conforme leis 3.039/2005 e 201/67”.

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Revanchismo

Na ocasião, em resposta à aprovação da abertura de processo, a Prefeitura classificou a situação como “reflexo da situação absurda e irresponsável que estamos vivendo no Brasil”. Acrescentou ainda que “como não existe nenhum crime de responsabilidade, a única razão plausível para se entender o que aconteceu na Câmara é que o revanchismo e o golpismo nortearam a decisão dos vereadores que fazem oposição à prefeita.

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Procurada, a prefeita disse que não vai se manifestar sobre o julgamento, uma vez que a sessão foi remarcada.