Baixada Santista tem mais de 38 mil carros 0 km emplacados e número 0 lidera os finais de placa na região / Reprodução/DL
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Já passou pela sensação de ver uma placa muito parecida com a sua e, no fim, perceber que não era o seu carro? Ver combinações similares não é algo inédito e, em parte, acontece porque muitas vezes não nos atentamos à sequência inteira, mas apenas ao final dela.
A Baixada Santista teve mais de 38 mil carros 0 km emplacados na região recentemente, um número que vem crescendo devido ao interesse cada vez maior na aquisição do veículo próprio.
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Esse fenômeno não é restrito ao litoral: o mercado brasileiro apresentou, no primeiro trimestre de 2026, o maior volume de financiamentos de veículos para o período desde 2008, segundo levantamento da unidade de negócios da B3.
Com esse alto volume de automóveis circulando, alguns finais de placa tornam-se extremamente comuns nas ruas, gerando aquela dúvida: “aquela placa é igual à minha?”. Mas você sabe qual é o número final mais comum na região? O resultado é surpreendente e pode ter até uma explicação psicológica.
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Um levantamento do Detran-SP, disponibilizado ao Diário do Litoral, detalhou a preferência nas cidades da região:
Santos: Final 6 (1.599 placas)
Praia Grande: Final 0 (1.259 placas)
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Guarujá: Final 9 (1.231 placas)
São Vicente: Final 0 (1.145 placas)
Bertioga: Final 9 (260 placas)
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Cubatão: Final 9 (237 placas)
Itanhaém: Final 0 (217 placas)
Mongaguá: Final 0 (99 placas)
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Santos se destaca das demais cidades do litoral por ter o número 6 como o final de placa mais frequente. No entanto, quando olhamos para a região como um todo, o número 9 aparece com força em Bertioga, Guarujá e Cubatão.
Mas o grande vencedor na Baixada Santista é o número 0. Com mais de 2.700 emplacamentos registrados no último levantamento anual, ele é o líder absoluto nos finais de placas que circulam pelas cidades vizinhas.
Da numerologia à psicologia de Jung, especialistas apontam explicações para a preferência — mas a resposta pode ser mais simples do que parece/DLNa numerologia e em diversas culturas ancestrais, o zero é considerado um dos números mais sagrados e essenciais. Ele representa o infinito, a conexão direta com o plano espiritual e a origem de todas as formas de vida.
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Simbolicamente, o zero atua como uma balança, refletindo o equilíbrio entre forças positivas e negativas. Por representar a inexistência ou o "vazio", ele é interpretado como um poderoso sinal de recomeços e abertura de novos caminhos. No cotidiano, sua presença é vista como uma mensagem de guias protetores indicando renovação espiritual.
Um dos motivos que levam o número "0" a ser tão escolhido para compor placas de veículos é o que Carl Jung definiu como Sincronicidade. Para o psicólogo suíço, a sincronicidade é uma coincidência significativa entre eventos internos (pensamentos) e externos (como números repetidos) sem uma relação causal aparente.
Ver sequências numéricas (11:11, 222) não seria mero acaso, mas um sinal simbólico que conecta a psique ao mundo físico. Esse fenômeno sugere que o indivíduo está em um processo de transformação ou alinhamento.
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Para Jung, a sincronicidade não é mágica, mas sim um princípio de conexão acausal que rege a relação entre a mente e a matéria. Não há atoa que as pessoas são levadas a escolher o zero.