Cotidiano

Já confundiu seu carro? Descubra por que tantas placas no litoral de SP terminam com o mesmo número

Baixada Santista tem mais de 38 mil carros 0 km emplacados e um número lidera os finais de placa na região

Nathalia Alves

Publicado em 16/04/2026 às 16:40

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Baixada Santista tem mais de 38 mil carros 0 km emplacados e número 0 lidera os finais de placa na região / Reprodução/DL

Continua depois da publicidade

Já passou pela sensação de ver uma placa muito parecida com a sua e, no fim, perceber que não era o seu carro? Ver combinações similares não é algo inédito e, em parte, acontece porque muitas vezes não nos atentamos à sequência inteira, mas apenas ao final dela.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

A Baixada Santista teve mais de 38 mil carros 0 km emplacados na região recentemente, um número que vem crescendo devido ao interesse cada vez maior na aquisição do veículo próprio.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Explosão de financiamentos: Brasil vive maior 'boom' de venda de carros desde 2008

• A cidade do litoral de SP que 'parou no tempo' no mercado de carros 0km

• O adeus de um ícone: 3 carros que saem de linha em 2026 e o impacto no seu bolso

Esse fenômeno não é restrito ao litoral: o mercado brasileiro apresentou, no primeiro trimestre de 2026, o maior volume de financiamentos de veículos para o período desde 2008, segundo levantamento da unidade de negócios da B3.

Com esse alto volume de automóveis circulando, alguns finais de placa tornam-se extremamente comuns nas ruas, gerando aquela dúvida: “aquela placa é igual à minha?”. Mas você sabe qual é o número final mais comum na região? O resultado é surpreendente e pode ter até uma explicação psicológica.

Continua depois da publicidade

Quais são os finais de placa mais comuns na Baixada Santista?

Um levantamento do Detran-SP, disponibilizado ao Diário do Litoral, detalhou a preferência nas cidades da região:

  • Santos: Final 6 (1.599 placas)

  • Praia Grande: Final 0 (1.259 placas)

    Continua depois da publicidade

  • Guarujá: Final 9 (1.231 placas)

  • São Vicente: Final 0 (1.145 placas)

  • Bertioga: Final 9 (260 placas)

    Continua depois da publicidade

  • Cubatão: Final 9 (237 placas)

  • Itanhaém: Final 0 (217 placas)

  • Mongaguá: Final 0 (99 placas)

    Continua depois da publicidade

O "campeão" das ruas

Santos se destaca das demais cidades do litoral por ter o número 6 como o final de placa mais frequente. No entanto, quando olhamos para a região como um todo, o número 9 aparece com força em Bertioga, Guarujá e Cubatão.

Mas o grande vencedor na Baixada Santista é o número 0. Com mais de 2.700 emplacamentos registrados no último levantamento anual, ele é o líder absoluto nos finais de placas que circulam pelas cidades vizinhas.

Da numerologia à psicologia de Jung, especialistas apontam explicações para a preferência — mas a resposta pode ser mais simples do que parece/DL

Signficado espiritual

Na numerologia e em diversas culturas ancestrais, o zero é considerado um dos números mais sagrados e essenciais. Ele representa o infinito, a conexão direta com o plano espiritual e a origem de todas as formas de vida.

Continua depois da publicidade

Simbolicamente, o zero atua como uma balança, refletindo o equilíbrio entre forças positivas e negativas. Por representar a inexistência ou o "vazio", ele é interpretado como um poderoso sinal de recomeços e abertura de novos caminhos. No cotidiano, sua presença é vista como uma mensagem de guias protetores indicando renovação espiritual.

Efeito Foco e Sincronicidade

Um dos motivos que levam o número "0" a ser tão escolhido para compor placas de veículos é o que Carl Jung definiu como Sincronicidade. Para o psicólogo suíço, a sincronicidade é uma coincidência significativa entre eventos internos (pensamentos) e externos (como números repetidos) sem uma relação causal aparente.

Ver sequências numéricas (11:11, 222) não seria mero acaso, mas um sinal simbólico que conecta a psique ao mundo físico. Esse fenômeno sugere que o indivíduo está em um processo de transformação ou alinhamento.

Continua depois da publicidade

Para Jung, a sincronicidade não é mágica, mas sim um princípio de conexão acausal que rege a relação entre a mente e a matéria. Não há atoa que as pessoas são levadas a escolher o zero. 

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software