Crescimento de 16,6% supera média nacional; veja as condições que estão facilitando a troca de veículo este ano / Reprodução/Imagem feita por IA
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O mercado automotivo brasileiro apresentou no primeiro trimestre de 2026 o maior volume de financiamentos de veículos para o período desde 2008. É o que aponta levantamento da Trilha, unidade de negócios da B3, antiga Bolsa de Valves de São Paulo.
Segundo o estudo, o país teve 1,89 milhão de veículos financiados entre janeiro e março deste ano, considerando automóveis, comerciais leves, veículos pesados e motocicletas, novos ou usados. Esse volume representa um crescimento de 12,8% em relação ao mesmo período de 2025.
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Os números totais do trimestre ficam abaixo apenas de 2008, quando o Brasil financiou 2,037 milhões de unidades.
Os veículos usados seguem liderando o volume de financiamentos, com 1,21 milhão de unidades entre janeiro e março, enquanto os modelos zero-quilômetro somaram 675 mil unidades no mesmo período. Ambos os segmentos apresentaram crescimento relevante na comparação anual, com altas de 12,2% nos usados e 14,1% nos novos.
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Os veículos leves (automóveis e comerciais leves) concentraram a maior parte das operações no trimestre, com 1,31 milhão de unidades financiadas, uma alta de 12,4% na comparação anual.
Entre todas as regiões do país, o Nordeste liderou o crescimento percentual, com alta de 16,6% no volume de financiamentos em comparação com o primeiro trimestre de 2025.
O conjunto de dados aponta para um mercado automotivo em processo de consolidação, com crescimento no crédito, demanda distribuída entre diferentes segmentos e preços mais equilibrados, especialmente no mercado secundário.
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Muitas instituições financeiras estabelecem um limite de idade para a quitação de contratos, geralmente em torno dos 70 anos, embora esse percentual possa variar de acordo com o banco.
De acordo com dados do Serasa, esse limite atua como uma medida de proteção para o mercado de crédito, tendo como base a expectativa de vida da população brasileira, que atualmente é de 77 anos, segundo o IBGE.
Para o setor financeiro, conceder valores elevados a pessoas com mais de 60 ou 70 anos é considerado uma operação de alto risco. A lógica é que as chances de inadimplência por questões biológicas ou de saúde aumentam com a idade avançada, o que pode resultar na negativa imediata do CPF.
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