Redes sociais fora do ar podem afetar vendas e atendimentos no comércio em pleno Dia dos Namorados

Com ferramentas de vendas fora do ar, especialistas recomendam que comerciantes migrem para canais alternativos e acionem atendimento por telefone ou e-mail

Celular mostrando a tela do WhatsApp

Para os micro e pequenos empreendedores, o impacto da instabilidade é instantâneo já que o Whatsapp hoje é o principal canal de vendas (Pexels)

Uma instabilidade repentina nos serviços da Meta na manhã desta sexta-feira (12) acendeu o sinal de alerta para o comércio varejista. Além disso, a queda das redes sociais afeta também o setor de serviços em pleno Dia dos Namorados.

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A queda global que afetou o WhatsApp, o Instagram e o Facebook interrompeu abruptamente o atendimento ao cliente e a concretização de vendas. Isso gerou apreensão e prejuízos imediatos para os empreendedores que dependem dessas ferramentas no dia a dia.

O apagão digital atinge em cheio o comércio local justamente em uma data estratégica de movimento nas lojas e restaurantes.

Sem o funcionamento pleno do WhatsApp Business e com falhas no carregamento de feeds, a comunicação entre empresas e consumidores ficou completamente paralisada. Além disso, as mensagens diretas (DM) no Instagram apresentaram problemas.

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Canais de venda interrompidos travam faturamento

Para os micro e pequenos empreendedores, o impacto da instabilidade é instantâneo. Atualmente, o WhatsApp funciona como a principal vitrine e o balcão de atendimento de milhares de negócios. Isso inclui lojas de roupas, serviços de entrega e escritórios de atendimento.

Muitos comerciantes relatam que o fluxo de pedidos foi interrompido logo no início do dia. Sem conseguir receber comprovantes de pagamento, fechar orçamentos ou enviar links de cobrança, a operação de vendas.

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Empreendedores e pequenos negócios são os mais afetados. “Afeta bastante, principalmente em datas como o Dia dos Namorados. Hoje a maioria dos nossos clientes chega até a gente pelo Instagram e pelo WhatsApp, seja para ver os produtos, tirar dúvidas ou fazer pedidos. Quando as redes sociais caem, muita gente acaba não conseguindo entrar em contato e algumas vendas podem ser perdidas, principalmente as de última hora”, explica Thais Catira, responsável pelo atendimento da Lalu Bolos Artesanais.

Thais ainda confirma que o impacto é imediato: “Aqui na loja a gente sente o impacto na hora, porque as redes sociais são a nossa principal vitrine. É por lá que mostramos os bolos, as novidades e as promoções. Quando ficam fora do ar, o movimento costuma diminuir e o atendimento também fica mais difícil”.

O problema se agrava pela falha concentrada na versão web das plataformas. Essa é a ferramenta utilizada por equipes de suporte e vendas integradas para gerenciar múltiplos atendimentos simultâneos.

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Em alguns comércios não possuem outras alternativas para tentar “salvar” as vendas. “Meu público é formado por seguidores do Instagram e de listas e grupos do Whataspp. É onde concentramos nossa venda. Não existe outro alternativa. Sem as redes sociais, não consigo publicar os vídeos com produtos disponíveis no dia”, explica Yasmin Mendes, responsável pelas vendas do brechó Ana Luisa Modas.

Cloudflare é a culpada

A grande culpada pela queda é a Cloudflare, responsável pela armazenamento de diversos sites e plataformas como o X (antigo Twitter). Por outro lado, Canva, Pexels e Chat GPT também foram impactados.

Os aplicativos da empresa, como Facebook, Instagram e Messenger estão fora do ar, e internautas ao redor do mundo estão relatando o problema. Publicações no X (antigo Twitter), indicam que o aplicativo não registra interações.

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Como o comércio local pode contornar a queda das redes sociais

Especialistas em gestão de negócios e marketing digital alertam que a dependência exclusiva de uma única plataforma digital representa um risco alto para o faturamento.

Para minimizar os prejuízos e não deixar o cliente sem resposta durante o período de instabilidade, os comerciantes devem acionar canais alternativos de comunicação imediatamente.

Confira as principais recomendações para manter o atendimento ativo:

Migração temporária: Utilize canais alternativos como o Telegram ou o Signal para conversar com clientes recorrentes.

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Aviso em canais disponíveis: Se possuir um site próprio ou lista de e-mails, envie um comunicado informando os números de telefone convencionais para contato.

Resgate do telefone fixo e celular: O bom e velho telefonema direto e o SMS tornam-se os caminhos mais rápidos e garantidos para confirmar pedidos urgentes ou entregas em andamento.

Foco no balcão físico: Para comércios de bairro, este é o momento de reforçar o atendimento presencial. Além disso, é fundamental utilizar redes Wi-Fi locais para manter os sistemas internos funcionando.