Cotidiano
Dados recentes de monitoramento em saúde pública indicam que cerca de três em cada dez brasileiros adultos convivem com a hipertensão, muitas vezes sem saber
O número reforça o tamanho do desafio e acende o alerta para a necessidade de ampliar o diagnóstico e o acompanhamento da população / Pixabay
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Com o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de abril, cresce o alerta para a importância do diagnóstico precoce e do controle da pressão arterial, tema que ganha ainda mais relevância diante das atualizações recentes na abordagem da doença.
Dados recentes de monitoramento em saúde pública indicam que cerca de três em cada dez brasileiros adultos convivem com a hipertensão, muitas vezes sem saber.
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A hipertensão arterial continua sendo um dos maiores desafios de saúde pública e segue conhecida como uma doença silenciosa. Mesmo sem sintomas, ela pode provocar danos progressivos e graves ao organismo.
Segundo a cardiologista Fernanda Douradinho, esse é justamente o principal risco.
“A hipertensão é perigosa porque, na maioria das vezes, não dá sinais. O paciente pode se sentir completamente bem enquanto a pressão elevada vai, aos poucos, causando lesão em órgãos importantes como coração, cérebro e rins”, explica. Ela alerta que, em muitos casos, o primeiro sinal já pode ser um evento grave, como infarto ou AVC.
Além da alta prevalência, as recomendações mais recentes endurecem os critérios de acompanhamento e ampliam o olhar sobre quem deve ser monitorado. A tendência é identificar mais cedo pessoas com níveis de pressão já considerados elevados, antes mesmo do diagnóstico fechado de hipertensão, com metas mais rigorosas e foco no controle contínuo.
“Hoje não é só uma questão de ter ou não hipertensão. Existe um espectro que precisa ser acompanhado mais de perto”, afirma a especialista. Segundo ela, a avaliação atual considera não apenas os números da pressão, mas o risco cardiovascular como um todo.
Outro ponto importante é a recomendação de manter a pressão arterial abaixo de 130 por 80. De acordo com a cardiologista, essa meta está diretamente relacionada à redução de complicações.
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A alimentação também é importante para controlar a doença. O trio de ouro, composto por sardinha com arroz e feijão, pode ajudar também o coração.
“Estudos mostram que níveis mais baixos de pressão estão associados a menor risco de infarto e AVC. Manter a pressão controlada reduz significativamente essas complicações”, diz.
As recomendações também reforçam a importância de mudanças no estilo de vida como primeiro passo no cuidado com a saúde.
“Reduzir o consumo de sal, manter um peso saudável, praticar atividade física e controlar o estresse já trazem impactos importantes”, orienta. O uso de medicamentos é indicado principalmente quando o risco é mais elevado ou quando os objetivos não são alcançados apenas com hábitos saudáveis.
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A alimentação de forma saúdavel é uma grande arma/PixabayPara Fernanda Douradinho, o ponto central ainda é a conscientização da população. A hipertensão é altamente prevalente, frequentemente não diagnosticada e, quando identificada, nem sempre controlada de forma adequada.
“Muitos pacientes só descobrem quando já existe alguma complicação. Por isso, a mensagem principal é medir a pressão regularmente, acompanhar com um profissional de saúde e tratar de forma precoce”, finaliza.
Em um cenário de alta incidência e diagnóstico tardio, especialistas reforçam que a combinação entre informação, acompanhamento médico e mudanças de hábito segue como a principal estratégia para conter o avanço da hipertensão e reduzir o impacto de doenças cardiovasculares no país.
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