A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), avalia junto às prefeituras de Limeira e Cordeirópolis a retirada da Ponte do Esqueleto. A discussão ganhou força após a trágica morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, ocorrida na manhã do último sábado (13).
Moradora de Jandira, na Grande São Paulo, a jovem de 21 anos participava de uma atividade de rope jump quando foi lançada da ponte sem estar presa ao sistema de segurança. Ela caiu de uma altura estimada em 40 metros.
Pertence à União
Em nota enviada à imprensa, a SPU informou que a transferência da ponte para o Patrimônio da União foi formalizada em maio deste ano e destacou que nenhuma atividade foi autorizada no local.
Representantes da SPU e da Advocacia-Geral da União (AGU) se reuniram na segunda-feira (15) com a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad, e o prefeito de Limeira, Murilo Félix, para discutir medidas relacionadas à área. Segundo o órgão federal, o diálogo com os municípios continuará até que seja definida uma solução permanente para a estrutura.
Durante o encontro, as duas administrações municipais defenderam a demolição da ponte. Em publicação nas redes sociais, Cristina afirmou que a medida deve ocorrer de forma imediata. Já Félix ressaltou que os riscos da estrutura são conhecidos há anos e que, apesar das interdições, o local seguia atraindo visitantes.
“A implosão da estrutura será uma solução definitiva para evitar novos incidentes e garantir a segurança da população”, declarou o prefeito de Limeira.
Félix também solicitou à Polícia Federal uma apuração a respeito da divulgação, nas redes sociais, de novas atividades previstas para a Ponte do Esqueleto
Acordo temporário
Por ora, a União e os municípios acordaram a adoção de medidas para restringir o acesso ao local. Entre elas estão a instalação de placas de advertência, a colocação de barreiras físicas e a reabertura de valetas para impedir a chegada de pessoas à estrutura.
A Prefeitura de Limeira informou que uma das valas abertas anteriormente para bloquear a passagem foi aterrada sem conhecimento da administração municipal. As autoridades reforçam que a entrada na área é considerada irregular, já que a ponte não é um espaço de acesso público.






