Operação foi inaugurada oficialmente em 19 de abril de 2021, em um cenário financeiro delicado / Divulgação
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Abrir um negócio em meio à pandemia, com consumo retraído, restrições sanitárias e incertezas econômicas, parecia um risco alto demais para a maioria dos empreendedores.
Para Richardson Carlos Nunes e Silva, porém, foi justamente nesse cenário adverso que nasceu um projeto que hoje soma duas unidades em funcionamento e já avança para a terceira, no competitivo mercado de saúde e bem-estar.
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Administrador formado pela Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), Richardson, de 33 anos, é franqueado da DoctorFit desde 2020 e atua em Itajubá, no Sul de Minas Gerais.
A terceira unidade já foi adquirida e aguarda implantação. Segundo ele, o crescimento não veio apenas com a retomada da economia, mas de decisões estratégicas tomadas quando o ambiente era ainda mais hostil ao empreendedorismo.
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A relação com o esporte antecede o mundo dos negócios. Dos 6 aos 18 anos, Richardson foi nadador competitivo, experiência que ajudou a moldar disciplina, rotina e foco em resultados.
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No início da vida profissional, seguiu carreira no setor financeiro: ingressou em 2010 no Banco Mercantil do Brasil como estagiário, onde desenvolveu competências em gestão, vendas e relacionamento com clientes — habilidades que mais tarde se tornariam essenciais para sustentar o negócio próprio.
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O contato com a franquia ocorreu em 2020, por meio de um anúncio. A proposta chamou atenção por unir três pilares pessoais: formação em administração, histórico esportivo e o desejo de empreender.
A decisão, no entanto, foi tomada em um momento crítico. A primeira unidade começou a ser estruturada em plena pandemia, com obras, escolha de ponto comercial e o risco constante de novos lockdowns.
A operação foi inaugurada oficialmente em 19 de abril de 2021, em um cenário financeiro delicado. “Iniciei a operação após as reformas do imóvel com R$ 40 em conta. Vender deixou de ser uma meta e passou a ser uma necessidade diária para a sobrevivência do negócio”, relembra.
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Além das restrições sanitárias, o ambiente político e econômico exigiu a construção rápida de processos comerciais, fortalecimento da marca local e estratégias de retenção de clientes.
Com o tempo, a combinação entre execução rigorosa, proximidade com o público e amadurecimento da gestão começou a dar resultado.
Em junho de 2025, Richardson inaugurou a segunda unidade, ampliando a presença da marca em regiões residenciais estratégicas da cidade. Para ele, a expansão representa mais do que crescimento físico: é um passo decisivo na profissionalização da operação.
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O plano para 2026 inclui a implantação de ferramentas como Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), avaliação 360° e protocolos de auditoria interna técnica e comercial.
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A meta é garantir padronização, eficiência operacional e consistência na experiência do cliente, considerados fundamentais para sustentar novas unidades no médio prazo.
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Segundo o franqueado, o suporte da franqueadora é um diferencial, especialmente no acompanhamento técnico. A atuação direta da fundadora da rede em casos mais complexos fortalece a equipe local e amplia a capacidade de atendimento a públicos diversos, de atletas a idosos.
Ao avaliar a própria trajetória, Richardson define o negócio como um equilíbrio entre propósito e gestão. Para ele, empreender no segmento de saúde vai além de números e estratégia comercial.
“É um setor que exige presença constante, sensibilidade e atenção real à experiência do cliente. No fim, estamos falando de pessoas cuidando de pessoas”, afirma.
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Com processos mais robustos, uma nova unidade em implantação e uma operação cada vez mais estruturada, o empresário vê a expansão como consequência natural de um modelo construído com disciplina, envolvimento direto e foco em gente — pilares que sustentaram o negócio mesmo nos momentos mais difíceis da economia.