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O vereador santista Evaldo Stanislau (PT) foi acusado por alguns de seus pares em plenário na sessão desta quinta-feira (17) de estar fazendo “palanque político” em meio à insegurança dos moradores do Macuco e Estuário graças à indefinição do projeto do túnel ligando Santos a Guarujá.
“O que o vereador fez foi perigoso. Põe a comunidade em pânico. Me parece um belo palanque político. Oposição é válida, mas até à página dois”, argumentou, em tom duro, a vereadora Fernanda Vannucci (PPS).
Para entender a fala da parlamentar é necessário dar dois passos atrás: um, na reunião ocorrida na noite de quarta-feira, em uma escola, quando o prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) apareceu, em um telão, em uma fala gravada, garantindo que o atual projeto será mudado. Foi o suficiente para acalmar os ânimos dos moradores daquela região, que estavam doentes e até sem dormir devido à preocupação com as desapropriações.
O chefe do Executivo não tinha ido a essa reunião porque estava em um encontro, na Dersa, justamente para discutir o tema.
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Ontem, na sessão, Evaldo Stanislau leu um longo e irônico requerimento questionando se o chefe do Executivo estava mesmo em reunião com a Dersa. Classificou sua aparição, em tela, como a de um avatar. Disse, ainda estar inseguro quanto à mudança, de fato, do projeto.
Para outros vereadores, essa posição de Evaldo foi irresponsável por propiciar a volta da insegurança aos moradores. O vereador do PT afirmou ao Diário do Litoral que jamais faria politicagem sobre o tema. “Faço política com ‘p’ maiúsculo”.
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