Estação de monitoramento da Cestesb é transferida para a Zona Noroeste

O controle do ar nos bairros mais afetados também está sendo feito por um moderno equipamento do Exército, que monitora um raio de 5 quilômetros

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06 ABR 201521h41

A Cetesb deslocou da Ponta da Praia para a Zona Noroeste a estação de monitoramento de ar em Santos para melhor controlar os efeitos da fumaça exalada dos tanques que estão pegando fogo na Alemoa. O equipamento está, agora, no Centro Esportivo M Nascimento Júnior, no Bom Retiro.

A informação foi passada pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) aos vereadores, em reunião realizada no final da tarde de hoje (6) no Paço Municipal. O controle do ar nos bairros mais afetados também está sendo feito por um moderno equipamento do Exército, que monitora um raio de 5 quilômetros.

“Todas as leituras até o momento apontam para qualidade do ar controlada, até o momento”, comentou o prefeito, ressaltando que o monitoramento mais apurado servirá para nortear as ações.

Segundo o chefe do Executivo, a Prefeitura conta com 11 câmeras de vídeo na área do acidente. O prefeito comentou que até o momento não foi necessário acionar a Base de Emergências Municipais, uma brigada composta por 100 servidores de diversas secretarias. “Estamos acompanhando toda a situação, de perto, desde às 10h12 de quinta-feira”.

A informação foi passada pelo prefeito Paulo Alexandre aos vereadores, em reunião realizada no final da tarde no Paço Municipal (Foto: Luigi Di Vaio/DL)

Na sessão

Vários vereadores elogiaram o encontro com o prefeito, na sessão. O discurso da maioria elogiou a transparência da Administração Municipal e o trabalho dos bombeiros.

Quem saiu desse tom foi o vereador Evaldo Stanislau (PT), irritado por não ter conseguido agendar uma audiência pública na quarta-feira para discutir o incêndio. O parlamentar não se conformava por não conseguir aprovar requerimentos pedindo explicações sobre o acidente – a base aliada pedia adiamento de discussão, um recurso previsto no Regimento Interno da Câmara.

Inicialmente, Evaldo chamou de “covardes” os vereadores da base aliada do Executivo.

A afirmação irritou o vereador Manoel Constantino (PMDB). “Covarde, jamais serei. Não aceito essa atitude. Peço que o senhor reconsidere essa sua fala”.

Quem também não gostou nada de ser chamado de covarde foi Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira (PSDB), observou que o adiamento de discussão um requerimento é normal no Legislativo.

Evaldo Stanislau, depois, tentou se desculpar, dizendo que a covardia era apenas da liderança do Governo, que não queria esse tipo de debate na Cidade. Líder do Governo, o vereador Sadao Nakai (PSDB) não aceitou ser rotulado de “covarde”. “Isso demonstra um descontrole de vossa excelência”
Sadao comentou não achar adequada a realização de uma audiência pública enquanto o fogo não acabar.