SEDUC

Estabelecimentos comerciais da região adotam medidas para economizar água

Crise de abastecimento em São Paulo serve de alerta para comerciantes da Baixada Santista, que contam com o apoio de funcionários e clientes

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18 FEV 201519h30

A falta de água em São Paulo e outros municípios do Estado e a recente ameaça de racionamento total em cinco dias da semana na capital paulista está servindo de alerta para proprietários de estabelecimentos comerciais da Baixada Santista. Por iniciativa própria, empresários de diversos segmentos começam a adotar medidas que visam à redução do consumo de água. Para preservar um bem que pertence a todos, eles também contam com o apoio de funcionários e clientes.

Ações simples, que têm pouco ou nenhum impacto na rotina dos estabelecimentos e de seus clientes, podem fazer a diferença e servir de exemplo para quem ainda utiliza a água como um recurso infinito. Embora a crise hídrica que assola São Paulo não ameace a região, ao menos por enquanto, as iniciativas apontam para uma nova forma de consumo, mais consciente.

Considerada um dos vilões do consumo de água na Capital, a lavagem de carros está liberada no centro automotivo da Seagaia, concessionária autorizada da Mitsubishi na região. Isso porque o proprietário, Marco Crespo, adotou um outro tipo de limpeza, a seco, para economizar água.

De acordo com o empresário, há um mês o centro automotivo adotou o procedimento a seco. E o resultado é bastante significativo: redução de cerca de 80% no consumo de água. "A lavagem é feita com um produto biodegradável, que não polui; possui componentes que podem ser utilizados tanto na pintura como no vidro e borrachas, sem danificar nenhuma parte do veículo", explica Crespo.

Crise hídrica na Capital motivou comerciantes da região (Foto: Divulgação/Sabesp)

Atualmente, são lavados cerca de 200 veículos por mês no sistema a seco. "Ainda dependemos muito da aceitação dos clientes Mas, a ideia é lavarmos o dobro", afirma o empresário. "Lavar com água é coisa do passado".

A Kokimbos Pizzas & Picanha é outro bom exemplo. Conforme um dos proprietários, Felipe Cidral, na Central de Distribuição, que fica na Rua Luis Gama, uma caixa d'água com capacidade de três mil litros é usada para captação da água da chuva. A reserva é usada para descarga no banheiro e lavagem de piso e garagem.

"Com chuva, conseguimos economizar até 10 metros cúbicos de água", afirma Cidral.

Em Praia Grande, os proprietários do Empório Masano irão instalar duas caixas d'água de mil litros cada para captar água da chuva para lavagem de piso, áreas externas e rega de plantas, segundo um dos sócios, Salvador Masano.

"Instalamos arejadores em todas as torneiras da casa e a maioria delas também possui temporizador, que diminuem o tempo de abertura", conta Masano.