Cotidiano

Está viva? Passaporte de Eliza Samudio reaparece em Portugal após 15 anos

O documento autêntico foi encontrado dentro de livro em imóvel alugado na Europa; O Consulado de Lisboa aguarda ordens de Brasília

Giovanna Camiotto

Publicado em 05/01/2026 às 22:01

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

O caso de Eliza Samudio é um dos crimes mais emblemáticos da polícia brasileira / Reprodução

Continua depois da publicidade

Um desdobramento inesperado em solo europeu trouxe novamente à tona o caso de Eliza Samudio, um dos crimes mais emblemáticos da crônica policial brasileira. Um passaporte pertencente à jovem foi encontrado em um apartamento alugado em Portugal e entregue oficialmente ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Segundo informações reveladas com exclusividade pelo portal LeoDias, o achado ocorreu no final de 2025 e já foi comunicado às autoridades diplomáticas em Brasília. O documento foi localizado por um cidadão identificado apenas como José, que reside em um imóvel compartilhado em Portugal.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Mãe de Eliza Samudio recorre à Justiça contra soltura do goleiro Bruno

• MP denuncia mais 2 por envolvimento na morte de Eliza Samudio

• Bruno, pela primeira vez, admite a morte de Eliza Samúdio

De acordo com o relato, o passaporte estava guardado entre livros em uma estante da sala comum. Ao identificar a titular pela fotografia, o morador afirmou ter ficado "em choque" devido à notoriedade do desaparecimento de Eliza, ocorrido há 15 anos. "Lá estava, em cima de um livro, visível, esse documento", relatou José, que acompanhou a entrega do material às autoridades brasileiras em Lisboa para que os procedimentos cabíveis fossem adotados.

É dela mesmo?

Conforme apurado junto a fontes oficiais, o passaporte é autêntico e não possui registros de emissão de segunda via. O documento apresenta um carimbo de entrada datado de 5 de maio de 2007, sem qualquer registro de saída.

Continua depois da publicidade

Embora o corpo de Eliza Samudio jamais tenha sido encontrado e o crime já tenha gerado condenações no Brasil, a localização deste item em outro continente adiciona um elemento inusitado ao histórico da vítima, que desapareceu em 2010.

Em posicionamento oficial sobre o caso, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou o recebimento do documento e a abertura de diálogo com o Ministério das Relações Exteriores:

“O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa já fez uma comunicação oficial ao Itamaraty em Brasília informando que o passaporte foi encontrado e entregue ao consulado. Neste momento estamos aguardando instruções sobre quais são os próximos passos com relação ao documento. De nossa parte, como não se trata de matéria de competência do Consulado, não sei lhe informar sobre o que vai ocorrer a partir de agora. O consulado vai apenas receber instruções de Brasília e cumprir o que for determinado.”

Continua depois da publicidade

A representação diplomática ressaltou ainda que o Consulado e a Embaixada em Lisboa são postos independentes e que toda a condução do caso depende agora de diretrizes vindas de Brasília.

O achado ocorre em um contexto de debate sobre a violência contra a mulher, lembrando que, 15 anos após o crime de Eliza, o Brasil ainda registra um feminicídio a cada 44 minutos, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça.

Até o momento, Sonia Moura, mãe de Eliza Samudio, não se manifestou oficialmente sobre a descoberta.

Continua depois da publicidade

 

Mais Sugestões

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software