Edital do Hospital dos Estivadores sai no próximo mês

Prefeito revela ainda a entrega de mais três policlínicas, além da do Gonzaga, entregue ontem

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26 OUT 201301h07

Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), ratificou ontem que em novembro próximo irá publicar, no Diário Oficial do Município (DO), o edital de licitação para as obras de reforma do Hospital dos Estivadores, na Avenida Conselheiro Nébias, 401, com reinauguração prevista para o final de 2015.

A confirmação ocorreu durante a inauguração da nova Policlínica do Gonzaga, localizada na Rua Assis Correia, 17. Na ocasião, o prefeito revelou que vai entregar mais três equipamentos. “Um na Zona Noroeste, cujo terreno já foi comprado e a licitação sai no ano que vem (2014); o novo Pronto- Socorro Central (cujas obras começam no final do ano); e da unidade da Zona Oeste, que será ampliada”, disse.

Segundo o prefeito, a Policlínica do Gonzaga custou R$ 250 mil (50% mais barato) em função do custo de mãode- obra (toda da Prefeitura). “Utilizamos funcionários da Secretaria de Serviços Públicos. Outra novidade é que as unidades voltarão a ser denominadas policlínicas, nomenclatura que saiu das placas, mas não da cabeça dos santistas. As policlínicas terão um atendimento mais humanizado, com auxílio de agentes comunitários”, disse o prefeito.

A Policlínica do Gonzaga, entregue ontem, é dividida em três setores: o setor A possui a sala de agendamento; de reuniões; consultórios; a ginecologia e a farmácia. O setor B possui as salas de enfermagem; curativo; coleta de exames; inalação e vacinação. Por fim, o setor C abriga a odontologia.

Prefeito de Santos percorre as dependências da nova unidade de saúde do Gonzaga (Foto: Matheus Tagé/DL)

Hospital

Voltando ao Hospital, o prefeito disse que todas as adequações de projeto foram feitas e a licitação será diferenciada, baseada no novo marco regulatório da área da saúde (que prevê regulamentos e normas de atendimento), “tudo para garantir a qualidade e prazo da obra”, disse.

Conforme já informado, o Hospital dos Estivadores só será entregue em 2015 porque a atual administração encontrou problemas no projeto estrutural de reforma e falta do Laudo Técnico Arquitetônico (LTA), após análise das equipes técnicas das secretarias municiais de Saúde e de Infraestrutura e Edificações. A ausência do LTA significa que não havia avaliação prévia do projeto pela equipe de Vigilância Sanitária.

Um projeto aperfeiçoado, com obras complementares, atendendo inclusive as novas normas e padrões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi elaborado, com auxílio da Progresso e Desenvolvimento de Santos – Prodesan.

Serão necessários cerca de R$ 8 milhões por mês (aproximadamente R$ 100 milhões por ano) para o custeio do hospital, que terá 144 leitos, maternidade com 46 leitos, centro cirúrgico, uma Unidade de Cuidados Intensivos para 17 pacientes, 20 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) adulta e dez de neonatal.

Para sua operação, serão necessários de 1,3 mil funcionários. A reforma do hospital está avaliada em R$ 30 milhões, sendo R$ 15 milhões do Governo do Estado e mais R$ 15 milhões da União.

Segundo já anunciado, o cronograma prevê termino da licitação em novembro e término das obras em julho de 2015, com mais cinco meses para início do atendimento, portanto daquele ano.

O imóvel

Inaugurado em 2 de dezembro de 1970 pelo sindicato da categoria, o Hospital dos Estivadores deixou de funcionar em outubro de 2010. Em 2008, devido a pendências previdenciárias do sindicato, a posse do imóvel foi transferida ao INSS. No ano seguinte, a Prefeitura manifestou o interesse em adquiri-lo e iniciou as negociações com o governo federal.

Em março de 2011, o então prefeito João Paulo Tavares Papa reuniu-se com o presidente do INSS, Mauro Hauschild, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O órgão desistiu de levar o imóvel a leilão e priorizou sua destinação para fins hospitalares. A compra foi autorizada no mesmo mês pela Câmara Municipal.

O anúncio da aquisição ocorreu em junho daquele ano durante reunião da Agência de Saúde da Baixada Santista. O prédio foi adquirido com recursos da prefeitura por R$ 13 milhões, importância a ser quitada em 10 anos.