Ecossistema marinho da região será monitorado

O trabalho ocorre entre as equipes do Projeto Mantas o Brasil, patrocinado pela Petrobras e pelo Porto de Santos

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20 JUL 2018Por Vanessa Pimentel08h30
Um dos objetivos é ampliar o estudo sobre espécies ameaçadas de extinçãoUm dos objetivos é ampliar o estudo sobre espécies ameaçadas de extinçãoFoto: Leo Francini/Projeto Mantas do Brasil

O ecossistema marinho do Parque da Laje de Santos e do Parque Nacional Marinho dos Currais, no Paraná, será monitorado por um ano. Um dos principais objetivos dos pesquisadores, além de observar as diferenças e semelhanças entre as duas regiões, é ampliar o estudo sobre o Mero (Epinephelus itajara), a Tartaruga-verde (Chelonia mydas) e a Raia manta (Mobula birostris), todas espécies ameaçadas de extinção.

O trabalho ocorre entre as equipes do Projeto Mantas o Brasil, patrocinado pela Petrobras e pelo Porto de Santos (CODESP), que estuda a ocorrência de raias mantas na costa brasileira, e do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar).

A ação foi iniciada em junho com a instalação de um equipamento chamado Arms (Sistema de Monitoramento de Recife Artificial, em inglês) no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos. O aparelho simula o ambiente recifal, o que permite a colonização natural dos organismos marinhos que, posteriormente, ­serão retirados e estudados sem interferir o ­entorno.

“Isso evita que a gente faça raspagem nas rochas, por ser uma estrutura artificial. Há vários instalados em pontos do Paraná e de São Paulo nos ajudando a estabelecer essa conectividade entre os ecossistemas, que formam um corredor ecológico para uma série de espécies”, explica o biólogo Rafael Metri.

Para isso, segundo o coordenador de pesquisas do Projeto Mantas do Brasil, o biólogo e mergulhador Léo Francini, as equipes utilizam um equipamento de chamado Rebreather, que reduz os ruídos produzidos pelo mergulhador debaixo d´água em relação ao sistema que utiliza o cilindro de ar convencional. “Assim, conseguimos nos aproximar mais dos animais, como as raias, para fazer imagens sem afugentá-los”.

O uso do equipamento possibilitou que os pesquisadores pudessem, também, catalogar animais encontrados no entorno do santuário ­marinho, na costa ­paulista.

“O objetivo dessa expedição também foi o de fazer censos visuais de peixes com o uso dessa tecnologia”, explica o coordenador do Programa Rebimar, Robin Loose.

A soma de esforços, além de permitir a ampliação de estudos de espécies, vai colaborar com a troca de experiência entre os pesquisadores das duas regiões e os resultados vão apoiar estudos de universidades federais dos dois estados. Os equipamentos utilizados na expedição foram adquiridos pelo Projeto Rebimar com o patrocínio da ­ ­Petrobras.